quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

BiboTalk 019 - Encontrando Deus no Cinema.

Muito bem moçada, está à disposição de vocês o último #BTCast de 2011. Eu e Bibo conversamos com a autora Juliana Schead, que lançou recentemente o livro Encontrando Deus no Cinema.
Nesse podcast, saiba como ver filmes com outros olhos, descubra de que maneira Deus usa Hollywood e se aventure conosco na análise de alguns filmes. 

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Site da Juliana http://www.julianaschead.com.br 

O BTCAST VOLTA DIA 23/02 COM UMA SÉRIE DE PODCAST`S SOBRE CALVINISMO E ARMINIANISMO. SERÁ ÉPICO!

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Agradecimento especial ao Luiz Fernando Pimentel, que fez o banner desse podcast. O brother trabalha com designer gráfico - web designer. Confira o trabalho dele no site: www.lpimentell.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BiboTalk 018 - Desigrejados e a Comunhão dos Santos.

Muito bem moçada, vamos a mais um BTCast, onde eu e Bibo conversamos sobre a Igreja/igreja. Não num estudo sistemático, mas sobre a importância dela enquanto instituição.
Saiba porque somos a favor da instituição igreja, descubra nosso segredo para aguentar o fedor e aprenda que apesar de tudo, a igreja institucional ainda é relevante. 

PS – A leitura de emails ficou um pouco extensa, pois lemos os comentários do podcast anterior, sobre o sétimo mandamento. Mas vale a pena! 

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Entendendo o Amilenismo.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Anthony A. Hoekema (1913/1988), teólogo cristão que atuou como professor de Teologia Sistemática no Calvin Theological Seminary por vinte e um anos.

O termo amilenismo não é muito feliz. Ele sugere que os amilenistas ou não crêem em nenhum milênio ou, simplesmente, ignoram os primeiros seis versos de Apocalipse 20, que falam de um reinado milenar. Nenhuma destas duas declarações é correta. Embora seja verdadeiro que os amilenistas não crêem em um reinado terreno literal de mil anos, que se seguiria à volta de Cristo, o termo amilenismo não é uma descrição acurada de sua posição. Jay E. Adams, em seu livro The Time is at Hand [1] (O Tempo Está Próximo), sugeriu que o termo amilenismo seja substituído pela expressão milenismo realizado. Este último termo, sem dúvida, descreve mais acuradamente a posição “amilenista” do que o termo usual, uma vez que os “amilenistas” crêem que o milênio de Apocalipse 20 não é exclusivamente futuro, mas está agora em processo de realização. Entretanto, a expressão milenismo realizado é um tanto desajeitada, substituindo um simples prefixo por uma palavra de cinco sílabas. Portanto, apesar das desvantagens e limitações da palavra, eu continuarei a usar o termo mais breve e mais comum, amilenismo. [2] 

BiboTalk 017 - Não Adulterarás.

Muito bem moçada, voltamos com mais um episódio da Série As Tábuas da Lei, dessa vez, explorando o sétimo mandamento: Não Adulterarás.
Nesse podcast aprenda a ler corretamente Oséias capítulo 3, saiba como fugir da mulher Frankenstein e entenda que o adultério vai muito além de sexo! 

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

BiboTalk 016 - Gigantes: Lutero / Parte 2.

Voltamos com a segunda parte da série GIGANTES com Lutero. Nesse podcast Bibo e eu recebemos o pastor luterano Alex, que se juntou a nós para explorar a teologia do reformador. Nesse episódio aprenda com quantos pilares se faz uma reforma, descubra como é importante ser amigo de gente poderosa e saiba como ser salvo! 

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O texto do Alex sobre a Reforma, baixe aqui

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

BiboTalk 015 - Gigantes: Lutero / Parte 1.

Muito bem moçada, Bibo e eu viajamos mais uma vez no tempo e trouxemos para vocês os motivos que desencadearam a Reforma Protestante. Nesse podcast, entenda porque Lutero foi o cara certo na hora certa, saiba quem profetizou sua vinda, aprenda o segredo do sucesso papal e descubra o que um raio faz quando acerta sua cabeça. Isso e muito mais, no BTCast! 

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

BiboTalk 014 - Justificação e Santificação.

Mais um BTCast na área e desta vez Bibo e Mac conversam sobre o início da vida cristã. Nesse programa descubra qual a diferença entre Justificação e Santificação, veja onde a Regeneração entra nessa história e ouça a piada mais fora do contexto de toda a sua vida...

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

BiboTalk 013 - Gigantes: Agostinho de Hipona.

Voltamos com a Série GIGANTES e vamos falar sobre Agostinho de Hipona. Acompanhe a história de um garanhão que virou bispo, do bispo que virou ícone, do ícone que virou história. Saiba quem foi Pelágio e o que ele tem a ver com toda essa história! 

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BiboTalk 012 - Mais textos fora de contexto.

Mais uma vez Bibo e Mac conversam sobre textos fora de contexto. Nesse podcast saiba porque a Bíblia não é como Neston, experimente a Teologia do "Cagaço", corte o cabelo com o apóstolo Paulo a aprenda a fazer exegese com Marcos Feliciano #NOT.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Atitudes da igreja em relação à segunda vinda de Cristo.

Importante: O texto a seguir é de autoria do Rev. Hernandes Dias Lopes, conferencista, escritor e pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória - IPB.

Referência: 1 TESSALONICENSES 5:1-11.

INTRODUÇÃO.

• Na primeira parte deste capítulo, Paulo respondeu à pergunta da igreja sobre a situação das pessoas que morrem em Cristo, dizendo que elas não estão em nenhuma desvantagem com respeito aos vivos. Agora Paulo respondeu mais uma pergunta da igreja sobre o tempo e forma da segunda vinda de Cristo.
• A grande tese de Paulo é que a igreja não deve se preocupar com as minúcias da data da segunda vinda, mas em estar preparada quando Cristo voltar. Paulo fala sobre as atitudes que a igreja deve ter em relação à segunda vinda de Cristo:

I. É UMA ATITUDE DE EXPECTATIVA – V. 1

1. O tempo da segunda vinda é desconhecido da igreja – v. 1-2
• Paulo já havia ensinado a igreja sobre o “cronos” e o “kairós” de Deus em relação à segunda vinda (5:1). O mesmo fizera Jesus com os apóstolos (Atos 1:6-7), dizendo que não lhes competia saber tempos ou épocas. O dia da segunda vinda só é conhecido por Deus (Mt 24:36).
• A igreja queria saber detalhes sobre o tempo da segunda vinda de Cristo e Paulo não tem nada a acrescentar além do que já ensinou. Eles querem saber com precisão e acuradamente o tempo da segunda vinda. Mas Paulo não é um escatologista que se detém em datas. Ele não vive com uma calculadora na mão fazendo contas para marcar datas. Ele não vive olhando os noticiários para costurar dados e prever o tempo da segunda vinda.
• Muitas igrejas estão tão preocupadas com os sinais da segunda vinda que se esquecem de fazer a obra de Deus.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A promessa do futuro.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Richard B. Gaffin, professor emérito de Teologia Bíblica e Sistemática no Seminário Teológico de Westminster.

A promessa do futuro - uma resenha, por Richard B. Gaffin.

A Promessa do Futuro foi escrito por Cornelis P. Venema e publicado pela Banner of Truth (2000). Este é sem dúvida o mais importante estudo Reformado na escatologia bíblica desde A Bíblia e o Futuro, de Anthony Hoekema, um ex-professor do autor, que é professor de estudos doutrinários no Seminário Reformado Mid-America. Expandido de uma série de artigos na revista The Outlook, este livro beneficiará uma ampla gama de leitores - seminários e professores universitários, estudantes, pastores, presbíteros, bem como outros membros da igreja. Partes do livro ou mesmo ele todo será de ótima ajuda para grupos de estudo bíblico de qualquer nível. Qualquer estudante sério das Escrituras vai querer consultá-lo.
O livro é dividido em seis partes principais, estruturadas em torno do tema do futuro. Ele também inclui um amplo glossário especialmente útil para os leitores que precisam de orientação mais básica.
As duas primeiras partes, ambas relativamente breves, tratam por sua vez, das características essenciais do "futuro" escatológico que já foi inaugurado na primeira vinda de Cristo, e então, com moderação bíblica exemplar, o assim chamado "estado intermediário" dos mortos. O livro lida equilibradamente com o retorno de Cristo e suas conseqüências - O aspecto ainda futuro da promessa bíblica do "futuro".

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BiboTalk 011 - Não Matarás / parte 2.

Muito bem moçada, Bibo e MAC (@Mac_Mau) se juntam para terminar a conversa sobre o sexto mandamento – NÃO MATARÁS! 
Os assuntos tratados são delicados e envolvem situações limítrofes. Aborto, Suicídio e Eutanásia! Nem pense em abortar nossa audiência!


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Avaliando o Pré-milenismo - Parte 4

 ...continuação.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Cornelis P. Venema, Deão e professor de Estudos Doutrinários no Seminário Reformado Mid-America em Dyer, Indiana. É Doutor pelo Seminário Teológico de Princeton e pastor da igreja Reformada Cristã.

A hermenêutica do literalismo.

Um dos aspectos característicos do dispensacionalismo é sua insistência em uma leitura "literal" da Bíblia. Ao longo de sua história, muitos dos seus defensores alegaram que pontos de vista alternativos do milênio refletem uma concepção pobre da autoridade das Escrituras porque eles não seguem esta hermenêutica. [01] Especialmente quando se trata de profecias da Bíblia que se relacionam com o povo terreno de Deus, Israel, dispensacionalistas insistem que elas devem ser lidas literalmente. É freqüentemente alegado que as leituras alternativas dessas profecias minam a autoridade da Bíblia por espiritualizá-la de forma ilegítima, bem como suas promessas.
Esta ênfase em uma hermenêutica literal está intimamente ligada à distinção dispensacionalista entre o povo terreno de Deus, Israel, e seu povo celestial, a Igreja. Argumenta-se que as profecias e promessas bíblicas que se relacionam com Israel devem corresponder a este como um povo distinto. Porque Israel é uma entidade étnica e nacional com uma história e um identidade concreta e literal, deve ser igualmente literal e concreta qualquer que seja a promessa bíblica referente a ela. [02] Assim, se as Escrituras devem ser interpretadas corretamente, devem ser sempre tomadas em seu sentido literal, exceto se tal for impossível.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

BiboTalk 010 - Texto Fora de Contexto.

Fala moçada, mais um podcast no ar. Bibo e eu nos reunimos para falar de textos bíblicos usados fora de contexto.
Veja a agonia de um novo convertido vesgo, descubra se você pode tudo naquele que te fortalece e aprenda como ser um dizimista fiel, isso e muito mais neste BiboTalkCast. 

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sábado, 9 de julho de 2011

Questões para os pré-milenistas.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

BiboTalk 009 - Não Matarás.

Muito bem moçada, vamos a mais um episódio da Série As Tábuas da Lei. Eu e o Mac (@Mac_Mau) exploramos o Sexto Mandamento – Não Matarás. 
Nesse episódio entenda o que o Não Matarás significou para um povo que vivia em constantes conflitos. Entre nos corredores da morte e prepare-se para a guerra, ou não!

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terça-feira, 21 de junho de 2011

BiboTalk 008 - O Israel de Deus.

Muito bem moçada! Mais um podcast no ar, cada vez mais descontraído e teológico, isso mesmo, teológico.
Nesse episódio @Bibotalk e @Mac_Mau falam sobre o Israel de Deus: Deus tem dois povos? Dois planos de salvação? Os judeus são os queridinhos de Javé? Venha com a gente e compartilhe nossas dúvidas e certezas.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Avaliando o Pré-milenismo - Parte 3

...continuação.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Cornelis P. Venema, Deão e professor de Estudos Doutrinários no Seminário Reformado Mid-America em Dyer, Indiana. É Doutor pelo Seminário Teológico de Princeton e pastor da Igreja Reformada Cristã.

Israel e a Igreja.

Freqüentemente temos observado que um princípio básico do pré-milenismo dispensacionalista é a estrita separação entre o povo terreno de Deus, Israel, e Seu povo celestial, a igreja. Poderia até ser alegado que esta separação entre Israel e a igreja é um princípio básico do dispensacionalismo clássico - em distinção do dispensacionalismo "progressivo". A partir desta separação entre um povo terreno e um espiritual decorre outra característica básica do dispensacionalismo, que iremos considerar em uma seção posterior deste capítulo: sua insistência em uma leitura literal da Bíblia. De fato isto resulta da insistência do dispensacionalismo clássico que as promessas do Senhor ao Seu povo terreno, Israel, devem ser interpretadas de uma forma estritamente literal ao invés de figurada ou espiritual. Além disso, entre as sete dispensações distintas, a mais importante do ponto de vista do futuro são aquelas que refletem essa separação entre Israel e a igreja. As primeiras dispensações, da consciência humana e do governo, por exemplo, são apenas de interesse passageiro no esquema geral do dispensacionalismo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

BiboTalk 007 - Gigantes: Atanásio Contra o Mundo.

Muito bem moçada, mas uma vez Bibo e Mac se reúnem para trazer até vocês um podcast com muito conteúdo!
Nesse podcast entenda que falar da Trindade sempre foi um assunto complicado. Saiba quem foi Ário e porque ele foi condenado. Entre no Concilia de Nicéia e descubra o poder de uma heresia e aprenda com Atanásio que a verdade bíblica vale mais que um cargo de destaque. Isso e muito mais no segundo episódio da série GIGANTES!


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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Avaliando o Pré-milenismo - Parte 2

...continuação.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Cornelis P. Venema, Deão e professor de Estudos Doutrinários no Seminário Reformado Mid-America em Dyer, Indiana. É Doutor pelo Seminário Teológico de Princeton e pastor da Igreja Reformada Cristã.

O retorno de Cristo e o arrebatamento.

Nenhuma avaliação do pré-milenismo dispensacionalista pode ignorar seu ensino do retorno de Cristo em duas fases, sendo a primeira comumente conhecida como o arrebatamento. Esta característica é seu aspecto mais amplamente conhecido. Popularizado por best-sellers como A Agonia do Grande Planeta, de Hal Lindsey, o filme O Retorno, e adesivos para carros para avisar os outros que, em caso de arrebatamento, o veículo ficará sem motorista e possivelmente sem passageiros. O dispensacionalismo tem desfrutado de um grande número de seguidores entre cristãos conservadores, especialmente na América do Norte.
A característica que tem predominado no dispensacionalismo é conhecida como arrebatamento pré-tribulacionista. Como observado anteriormente, a versão mais antiga do dispensacionalismo sustentou que a primeira fase do retorno de Cristo, Sua "vinda" ou "parousia", precederia um período de sete anos de tribulação, e que a segunda fase desse retorno, Sua "revelação" ou "aparecimento", introduziria o milênio ou o reino milenar de Cristo sobre a terra. A primeira fase, a vinda de Cristo, é o arrebatamento [01] de 1ª Tessalonicenses 4:17, um evento que representa a vinda de Cristo "para" os Seus santos, em contraste com o Seu retorno posterior (a segunda fase) ou vinda "com" os santos. Embora este ponto de vista tenha sido um pouco modificado no dispensacionalismo mais recente, ele permanece, de longe, o mais popular entre os seus defensores. As linhas conhecidas como mid-tribulacionismo e pós-tribulacionismo, como a terminologia sugere, diferem quanto ao momento do arrebatamento, mas possuem relativamente poucos defensores. [02]

sexta-feira, 20 de maio de 2011

BiboTalk 006 - Batalha Espiritual.

Tive mais uma vez a oportunidade de bater um papo descontraído com o meu grande amigo Rodrigo de Aquino, popularmente conhecido como Bibo, sobre o atual movimento de batalha espiritual. Entenda qual a postura do cristão nessa guerra, descubra qual música Satanás usa pra te tentar e saiba como marcar território.


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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Avaliando o Pré-milenismo - Parte 1

Importante: O texto a seguir é de autoria de Cornelis P. Venema, Deão e professor de Estudos Doutrinários no Seminário Reformado Mid-America em Dyer, Indiana. É Doutor pelo Seminário Teológico de Princeton e pastor da Igreja Reformada Cristã.

O problema com o pré-milenismo.

A característica comum de todo o ensino pré-milenista é a alegação de que o retorno de Cristo no final dos tempos terá lugar antes do período conhecido como milênio. Sejam quais forem as diferenças entre o pré-milenismo histórico e o dispensacionalista - e elas são consideráveis - esse ensinamento lhes é comum. Ainda que uma série de argumentos são oferecidos para um retorno pré-milenial de Cristo, duas passagens bíblicas são freqüentemente citadas para suportar o mesmo. Estas são 1ª Coríntios 15:23-26 e Apocalipse 20:1-6. Esta última é a passagem mais importante porque sem o seu ensino alguns pré-milenistas reconhecem que 1ª Coríntios 15:23-26 não poderia, obviamente, sugerir um retorno de Cristo antes do milênio. [01]
Como vamos tratar Apocalipse 20:1-6 em mais detalhes no próximo capítulo, nossa avaliação se restringirá aqui a duas questões. Primeiro, vamos considerar o que pode ser denominado de "analogia geral" das Escrituras sobre o retorno de Cristo no fim dos tempos. Em segundo, iremos avaliar o uso de 1ª Co 15:23-26, mostrando que esta passagem não apóia a posição pré-milenista.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Argumentos a favor do Amilenismo.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Wayne Grudem, mestre em divindade pelo Westminster Theological Seminary e doutor pela Universidade de Cambridge, foi professor titular do departamento de teologia bíblica e sistemática da Trinity Evangelical Divinity School durante vinte anos. Atualmente, leciona no Phoenix Seminary.

1. Quando olhamos para a totalidade da Bíblia, somente uma passagem (Apocalipse 20:1-6) parece ensinar o reino milenar terreno e futuro de Cristo, e essa passagem em si mesma é obscura. Não é sábio basear tão importante doutrina em uma passagem de interpretação incerta e amplamente controvertida. 
Mas, como os amilenistas entendem Apocalipse 20:1-6? A interpretação amilenista vê essa passagem como referindo-se à presente era da igreja. A passagem é esta:

quarta-feira, 13 de abril de 2011

2ª Tessalonicenses 1 sustenta o Amilenismo.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Vern Sheridan Poythress, professor de Novo Testamento no Seminário Teológico de Westminster.

Resumo.


2ª Tessalonicenses 1 sustenta o amilenismo porque está em tensão com os outros principais pontos de vista sobre o milênio. Em primeiro lugar, 2ª Tessalonicenses 1 está em tensão com o pré-milenismo pré-tribulacionista e mid-tribulacionista. O texto bíblico apóia a idéia de que a segunda vinda de Cristo é um evento unificado, em vez de dois eventos cronologicamente distintos. Ou seja, o arrebatamento dos santos a o aparecimento de Cristo ocorrerão em conjunto. Os versos 6 e 7 indicam que a revelação (
apokalupsis) de Cristo traz uma reversão de status. O alívio para os cristãos somente pode ser identificado com o arrebatamento. Já a perturbação para os perseguidores não envolve uma tribulação de sete anos, mas o inferno, como descrito no versículo 9. Ambos os lados dessa inversão acontece ao mesmo tempo, a saber, "no" aparecimento de Cristo descrito no verso 7b. Logo, o arrebatamento cristão e o envio dos incrédulos ao inferno tomam lugar ao mesmo tempo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Correntes dentro do Amilenismo.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Vern Sheridan Poythress, professor de Novo Testamento no Seminário Teológico de Westminster.

Correntes dentro do Amilenismo. [01]


Há mais a ser dito com respeito ao debate sobre o milênio? Diferentes pontos de vista têm debatido por séculos, assim, podemos investigar os vários argumentos em uma série de livros e artigos.
[02] Poderíamos esperar que todas as possibilidades de exploração teriam sido esgotadas até o momento. Mas ao invés disso, o pensamento amilenista em particular tem experimentado alguns desenvolvimentos significativos durante o século XX.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O que são mil anos entre amigos? - Parte 3

...continuação.

Importante
: O texto a seguir é de autoria do Dr. Kim Riddlebarger, pastor sênior na Igreja Reformada de Cristo e professor temporário de teologia sistemática no Seminário de Westminster, Califórnia.


Isso significa que o retorno de Jesus Cristo é "O" evento chave na profecia bíblica. Quando nosso Senhor Jesus retornar, ao final desta era, a ressurreição, o julgamento e a criação de Novos Céus e Nova Terra entrarão em cena! Isto está em nítido contraste com o pré-milenismo, que insiste em uma terra parcialmente redimida com pessoas em corpos naturais ainda procriando – Jesus declarou tal impossibilidade (Lucas 20:34).

sexta-feira, 4 de março de 2011

O que são mil anos entre amigos? - Parte 2

...continuação. 

Importante: O texto a seguir é de autoria do Dr. Kim Riddlebarger, pastor sênior na Igreja Reformada de Cristo e professor temporário de teologia sistemática no Seminário de Westminster, Califórnia. 

Quando olhamos para as qualidades atribuídas à “esta era” pelos escritores da Bíblia, encontramos os seguintes termos mencionados: “casas, irmãos, irmãs, irmãos, crianças, campos e perseguições” (Marcos 10:30); "Os filhos desta era casam-se e são dados em casamento” (Lucas 20:34); o estudioso, o erudito e o sábio são desta era (1ªCo 1:20); governantes seculares e religiosos dominam (1ªCo 2:6-8); “O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes” (2ªCo 4:4); esta era é explicitamente chamada de “presente era perversa” (Gl 1:4); impiedade e paixões mundanas são típicas dela (Tito 2:12). Todas estas qualidades são temporais, e certamente estão destinadas a passarem com o retorno do nosso Senhor. “Esta era” é a era em que vivemos e a era em que lutamos ansiosamente pela vinda de Cristo e pelas melhores coisas da era por vir.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O que são mil anos entre amigos? - Parte 1

Importante: O texto a seguir é de autoria do Dr. Kim Riddlebarger, pastor sênior na Igreja Reformada de Cristo e professor temporário de teologia sistemática no Seminário de Westminster, Califórnia.

Por que o amilenismo faz muito mais sentido do que o pré-milenismo?


Sem dúvida, a maioria dos evangélicos americanos estão comprometidos com o pré-milenismo – a crença de que uma era milenar terrena com duração de mil anos começará imediatamente após o segundo advento do nosso Senhor Jesus Cristo. Uma vez que o pré-milenismo é tão dominante nos círculos da igreja americana, muitos que se deparam com a teologia reformada pela primeira vez ficam bastante surpresos quando descobrem que todos na Reforma Protestante, bem como praticamente toda a Reforma e tradição luterana (juntamente com suas confissões), com algumas poucas exceções, são amilenistas. Na escatologia, o amilenismo entende o milênio como o curso atual da história entre a primeira e segunda vinda de nosso Senhor (a era da igreja militante), e não como uma futura era de ouro na terra, como é ensinado no pré-milenismo e pós-milenismo. No caso de ambos - pré e pós -, o milênio é considerado como sendo a era da igreja triunfante, e não a era da igreja militante.

sábado, 29 de janeiro de 2011

ANIVERSÁRIO DE 2 ANOS.

Graça e paz amigos(as) leitores(as).

Com pouco mais de uma semana de atraso (era para eu ter postado no último dia 21), mas ainda em tempo, venho através deste anunciar o segundo ano de vida do blog A-milenismo.

Vida longa e próspera aos amilenistas.


Em Cristo, Mac.


Trabalhando para difundir a escatologia amilenista.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A tensão entre o "JÁ" e o "AINDA NÃO" - Parte 3

...continuação.

Importante
: O texto a seguir é de autoria de Anthony A. Hoekema (1913/1988), teólogo cristão que atuou como professor de Teologia Sistemática no Calvin Theological Seminary por vinte e um anos.


(5) Esta tensão nos ajuda a entender o papel do sofrimento na vida dos crentes. “Por que sofre o justo?” é uma questão tão velha quanto o livro de Jó. Uma resposta a esta questão é que o sofrimento, na vida dos crentes, é uma manifestação concreta do ainda-não. O sofrimento ainda acontece na vida de cristãos porque ainda não foram eliminados todos os resultados do pecado. O Novo Testamento ensina que “através de muitas tribulações, nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14:22). Paulo conecta nosso sofrimento presente com nossa glória futura (Rm 8:17,18). E Pedro aconselha seus leitores a não se surpreender “com o julgamento penoso que estais sofrendo como se algo estranho estivesse acontecendo a vós” mas antes “alegrai-vos em participar dos sofrimentos de Cristo” (1ª Pe 4:12, 13, NVI).
O episódio das almas debaixo do altar, em Apocalipse (6:9-11), também nos ajuda a entender o problema do sofrimento na vida dos crentes. João ouve as almas daqueles que foram mortos por causa da palavra de Deus, clamando:
“Ó Soberano Senhor [...] até quando não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (v. 10)
A pergunta sobre porque Deus permite injustiças tão terríveis acontecerem sobre a terra, requer uma resposta. E a resposta é dada em dois estágios. Primeiro, àqueles que clamavam foram dadas vestiduras brancas - um símbolo óbvio de vitória. Depois, é-lhes dito para descansar um pouco mais, até que o número de seus conservos, que deveriam ser mortos, seja completado (v. 11). Assim, o povo de Deus continuará a sofrer injustiça até o fim desta era - contudo, aqueles que sofrem e morrem por causa de Cristo receberão suas vestiduras brancas da vitória.
Por causa disso, temos de ver o sofrimento dos crentes à luz do eschaton, ocasião em que Deus enxugará todas as lágrimas dos nossos olhos e quando não mais haverá sofrimento e morte (Ap 21:4). Entrementes, sabemos que Deus tem seus propósitos para permitir a entrada do sofrimento na vida de seu povo. Paulo nos ensina, em Romanos 5, que o sofrimento produz perseverança, a perseverança produz caráter e o caráter produz esperança (vs. 3,4). E o autor de Hebreus, embora admitindo que a disciplina e o sofrimento não parecem ser agradáveis na hora em que são experimentados, nos conta que tal disciplina mais tarde “produz uma colheita de justiça e paz para aqueles que por ela foram treinados” (12:11, NVI) [8].
(6) Nossa atitude para com a cultura está relacionada com esta tensão. H. Richard Niebuhr em seu livro Christ and Culture (Cristo e a Cultura) [9], aponta várias abordagens para com a cultura que foram utilizadas por diversos grupos cristãos no passado, variando desde rejeição total até aceitação acrítica da produção cultural de não-cristãos, com numerosas posições intermediárias. Aplicando o conceito da tensão já-ainda-não à questão das conquistas culturas, tanto de crentes como de descrentes, ajudaremos a lança alguma luz sobre este eterno problema.
É geralmente entendido, por muitos cristãos, que o relacionamento entre o mundo presente e a nova terra que está porvir é de descontinuidade absoluta. A nova terra, pensam muitos, cairá como uma bomba em nosso meio. Não haverá nenhum tipo de continuidade entre este mundo e o vindouro; tudo será totalmente diferente.
Esta compreensão, porém, não faz jus ao ensino das Escrituras. Há tanto continuidade como descontinuidade entre este mundo e o vindouro [10]. O princípio aqui envolvido está bem expresso em palavras que foram freqüentemente usadas por teólogos medievais: “A graça não destrói a natureza mas a restaura” [11]. Em sua atividade redentora, Deus não destrói as obras de suas mãos mas as limpa do pecado e as aperfeiçoa, a fim de que possam finalmente alcançar o alvo para o qual ele as criou. Aplicado a este problema, esse princípio significa que a nova terra que aguardamos não será totalmente diferente da terra atual, mas será uma renovação e glorificação da terra na qual vivemos agora.
Já observamos, anteriormente, figuras neotestamentárias que sugerem que aquilo que os crentes fazem nesta vida terá conseqüências na vida porvir - figuras como as da semeadura e ceifa, grão e espiga, amadurecimento e colheita. Paulo ensina que uma pessoa pode construir sobre a fundação da fé em Cristo, com materiais duráveis como ouro, prata ou pedras preciosas, de modo que na consumação sua obra possa sobreviver e ele possa receber uma recompensa (1ª Co 3:10-15). O livro do Apocalipse fala acerca das obras que seguirão aqueles que morreram no Senhor (14:13). Fica claro, de passagens como esta, que aquilo que os cristãos fazem para o Reino de Deus nesta vida tem significado também para o mundo porvir. Em outras palavras, há uma continuidade entre o que é feito para Cristo agora e o que deveremos desfrutar no futuro - uma continuidade expressa no Novo Testamento em termos de galardão ou gozo (1ª Co 3:14; Mt 25:21,23).
Mas, que dizer acerca da produção cultural dos não-cristãos? Devemos simplesmente renegar tais produtos como sem valor porque não foram produzidos por crentes e não foram conscientemente dedicados à glória de Deus? Os cristãos que tomam esta atitude, falham em apreciar a obra da graça geral de Deus no mundo atual, através da qual mesmo homens não-regenerados são capacitados para fazer contribuições válidas para a cultura mundial.
“Toda verdade é de Deus; consequentemente, se homens iníquos disseram qualquer coisa que seja verdadeira e justa, não devemos rejeitá-la; porque ela veio de Deus [12]. Sempre que depararmos com estes assuntos em escritores seculares, deixemos essa admirável luz da verdade que neles brilha nos ensinar que a mente do homem, embora decaída e pervertida em sua inteireza está mesmo assim vestida e ornamentada com os excelentes dons de Deus. Se consideramos o Espírito de Deus como a única fonte da verdade, nunca devemos rejeitar a verdade em si, nem menosprezá-la pareça como for, a não ser que desejemos desonrar o Espírito de Deus. Porque, em tendo os dons do Espírito em pouca estima, desprezamos e rejeitamos o próprio Espírito” [13].
Com relação à cultura não-cristã, portanto, temos de lembrar que o soberano poder de Cristo é tão grande que ele pode governar em meio a seus inimigos, e fazer com que aqueles que não o conhecem façam contribuições à ciência e à arte, contribuições que servirão à sua causa. Os poderes despertos pela ressurreição de Jesus Cristo estão ativos no mundo de hoje! O governo soberano de Cristo sobre a história é tão maravilhosos que ele pode fazer até seus inimigos louvá-lo, embora eles o façam involuntariamente. E quando lemos, no livro do Apocalipse, que os reis das nações da terra deverão trazer sua glória para a nova Jerusalém (21:24,26), concluímos que haverá alguma continuidade até entre a cultura do mundo atual e a do mundo vindouro.
A tensão entre o e o ainda-não, portanto, implica em que não devemos desprezar o que o Espírito de Deus capacitou a homens nãoregenerados produzirem, mas devemos avaliar todos esses produtos culturais à luz dos ensinos da Palavra de Deus. Podemos usar em gratidão qualquer coisa de valor da cultura deste mundo, desde que a usemos com discriminação.
Como cristãos, acima de tudo, temos de fazer o que melhor podemos para continuar a produzir uma cultura genuinamente cristã: literatura cristã, arte, filosofia, uma abordagem cristã da ciência, e assim por diante. Mas não devemos esperar alcançar uma cultura totalmente cristã deste lado do eschaton. Uma vez que ainda não somos o que devemos ser, todos os nossos esforços em estabelecer uma cultura cristã serão apenas uma aproximação. Para dar certeza, embora haja uma continuidade entre o mundo presente e o mundo por vir, a glória do mundo vindouro superará em muito a glória do mundo presente. Porque:
"Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam." (1 Co 2:9 NVI)
Resumindo o que foi desenvolvido neste capítulo, concluímos que toda a nossa vida cristã deve ser vivida à luz da tensão entre o que já somos em Cristo e o que um dia esperamos ser. Olhamos, no passado, com gratidão, para a obra concluída e a vitória decisiva de Jesus Cristo. E olhamos para o futuro com ansiosa antecipação da Segunda Vinda de Cristo, quando instauraremos a fase final de seu Reino glorioso, e traremos à plenitude a boa obra que ele começou em nós [14].

Chegamos ao final da série de estudos sobre a tensão entre o "já" e o "ainda não" pelo ponto de vista amilenista, por Anthony A. Hoekema.

[8] Sobre o assunto do sofrimento e martírio na vida dos crentes, veja Berkouwer, Return, pp. 115-122.
[9] Nova York: Harper, 1951.
[10] Para um maior desenvolvimento desse pensamento, e de sua relação com o problema do tempo e da eternidade, veja Berkof, Meaning, pp 180-193.

[11] “Gratia non tollit sed reparat naturam”.
[12] Commentary on the Epistles to Timothy, Titus, and Philemon (Comentário das Epístolas a Timóteo, Tito e Filemon), transcr W. Pringle, Grand Rapids: Eerdmans, 1948, de Tito 1.12, pp. 300, 301.
[13] Institutas, ed., J. T. McNeill trasncr., F.L.Battles, Phidadelphia: Westminster, 1960) II, 2, 15.
[14] Para uma discussão mais ampliada da tensão do “já-ainda-não”, veja Berkouwer, Return, pp.20-23, 110-115, 121, 122, 138, 139; Cullmann, Salvation, pp. 32, 172-185; Hamilton, The Holy Spirit and Eschatology in Paul (O Espírito Santo e a Escatologia em Paulo), pp. 39, 87; W. Manson, “Eschatology in the New Testament” (A Escatologia em o Novo Testamento), pp. 7, 9-13; Ridderbos, Paul, pp. 230, 231, 249-252, 267-277; Shires, The Eschatology of Paul in the Light of Scholarship (A Escatologia de Paulo à luz da Erudição Moderna), pp.18, 162, 163, 169, 226.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A tensão entre o "JÁ" e o "AINDA NÃO" - Parte 2

...continuação.

Importante
: O texto a seguir é de autoria de Anthony A. Hoekema (1913/1988), teólogo cristão que atuou como professor de Teologia Sistemática no Calvin Theological Seminary por vinte e um anos.


Pelo fato de a tensão entre o já e o ainda-não ser um aspecto tão importante da escatologia Neotestamentária, vamos continuar a explorar mais algumas de suas implicações para nossa vida e pensamento de hoje.
(1) Esta tensão já-ainda-não caracteriza o que geralmente denominamos de os “sinais dos tempos”. Por “sinais dos tempos” entendemos eventos que têm de acontecer antes que Cristo retorne, incluindo coisas tais como a pregação missionária da Igreja, a conversão de Israel, a grande apostasia, a grande tribulação e a revelação do anticristo. Estes sinais serão discutidos, com maior detalhe, mais adiante. Neste momento, entretanto, podemos notar que esses sinais tomam parte da tensão já-ainda-não, uma vez que apontam tanto para o que já aconteceu como para o que ainda está porvir. Todos os “sinais dos tempos” apontam para a primeira vinda de Cristo no passado e apontam, no futuro, para sua segunda vinda. Além disso, estes sinais não devem ser considerados como acontecendo exclusivamente no tempo-final, imediatamente antes da volta de Cristo, mas devem ser vistos como ocorrendo ao longo de toda a era entre a primeira e a Segunda Vinda de Cristo [2]. Embora estes sinais deixem lugar para um cumprimento culminante futuro, imediatamente antes da volta de Cristo [3], eles são de tal natureza que serão encontrados ao longo da história da igreja no Novo Testamento.
Como ilustração deste ponto, considere a pregação missionária do Evangelho. Jesus disse:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (Mt 24:14)
Esta pregação do Evangelho, por isso, é tanto uma marca distintiva da era na qual vivemos agora, como um sinal apontando no futuro para a Segunda Vinda de Cristo. A pregação missionária do Evangelho é um sinal que nos lembra a vitória de Cristo no passado e que antecipa seu retorno glorioso.
(2) A Igreja está envolvida nesta tensão. Uma vez que a igreja é uma comunidade de pessoas que foram redimidas por Cristo, ela é uma comunhão daqueles que não obstante serem um povo novo, são também pessoas imperfeitas. Não se deve perder de vista nem a novidade nem a imperfeição. A pregação, ensino, cuidado pastoral e disciplina praticados na igreja, portanto, sempre têm de levar esta tensão em conta. O povo de Deus não deve ser tratado como aqueles que ainda estão totalmente depravados, “completamente incapazes de qualquer bem e inclinados para todo mal” [4], mas devem ser tratados e considerados como novas criaturas em Cristo. Ao mesmo tempo, porém, deve ser lembrado que o povo de Deus é ainda imperfeito. Por causa disso, os cristãos deveriam lidar um com o outro como pecadores perdoados. Deve sempre haver uma prontidão para aceitar e perdoar irmãos que pecaram contra nós. Além disso, qualquer correção que deva ser feita, deveria acontecer no Espírito de Gl 6:1:
“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.”
(3) Esta tensão deveria ser um incentivo para um viver cristão responsável. A tensão contínua entre o e o ainda-não implica que, para o cristão, a luta contra o pecado continua ao longo da presente vida. Mas esta é uma luta para se engajar, não na expectação da derrota, mas na certeza da vitória. Nós sabemos que Cristo desferiu um golpe mortal no reino de Satanás e que a condenação de Satanás é certa.
Nós já somos novas criaturas em Cristo, habitadas pelo Espírito Santo, que nos fortifica de modo que realmente podemos “mortificar os maus feitos do corpo” (Rm 8:13, NVI). Mas não podemos atingir a perfeição sem pecado nesta vida. Nossa imperfeição contínua, entretanto, não nos dá uma desculpa para viver irresponsavelmente, nem implica que devamos renunciar a tentar fazer o que agrada a Deus. Na verdade, nós apenas podemos continuar a viver com o ainda-não à luz do já.
Uma compreensão da força que é nossa, através da habitação do Espírito Santo, deveria nos motivar a viver uma vida cristã positiva e vitoriosa. A fé na transformação contínua que em nós é operada pelo Espírito (2ª Co 3:18) deveria nos estimular em nossos esforços. Acima de tudo, deveríamos ser encorajados pela convicção de que nossa santificação é, em última instância, não uma conquista nossa mas dom de Deus, uma vez que Cristo é a nossa santificação (1ª Co 1:30).
Podemos considerar mais um aspecto nesta conexão. A relação entre o e o ainda-não não é de antítese absoluta, mas antes de continuidade. O primeiro é o antegozo do último. O Novo Testamento ensina que há uma conexão estreita entre a qualidade da nossa vida presente e a qualidade da vida além-túmulo. Para indicar o modo pelo qual a vida presente esta relacionada com a vida vindoura o Novo Testamento utiliza figuras tais como o prêmio, a coroa, o fruto, a colheita, o grão e a espiga, semeadura e ceifa (Gl 6:8) [5]. Conceitos como estes nos ensinam que temos uma responsabilidade de viver para o louvor de Deus como o melhor de nossa capacidade mesmo enquanto continuamos a não alcançar a perfeição.
(4) Nossa auto-imagem deveria refletir esta tensão. Por auto-imagem quero designar o modo como uma pessoa olha para si mesma, seu conceito acerca de seu próprio valor ou falta de valor. O fato de o cristão se encontrar na tensão entre o que já possui em Cristo e o que ele ainda não desfruta, implica que ele deveria ver a si mesmo como uma pessoa nova imperfeita. Mas a ênfase deveria cair sobre a novidade, não sobre a contínua imperfeição. Colocar a ênfase na imperfeição em vez de na novidade é viver no Novo Testamento de cabeça para baixo. Conforme Oscar Cullmann comenta, para o crente cristão nos dias de hoje o excede em peso ao ainda-não [6].
Porque continuamos a viver na tensão escatológica entre o e o ainda não, nós realmente não vemos ainda nossa novidade em Cristo em sua totalidade. Nós vemos muito em nossas vidas que se assemelha mais ao velho que ao novo. Por causa disso, fica um sentido no qual esta novidade sempre é um objeto de fé. Mas a fé no fato de que somos novas criaturas em Cristo é um aspecto essencial de nossa vida cristã.
Embora a tensão permaneça, é também verdadeiro que a vida cristã é marcada por crescimento espiritual. O novo homem que vestimos, como cristãos, está continuamente sendo renovado:
“Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” (Cl 3:9,10)
O cristão, portanto, deveria olhar para si mesmo como uma nova pessoa em Cristo, pessoa que está sendo progressivamente renovada pelo Espírito de Deus [7].

continua...


[2] Cp. G Berkower, Return, Cap. 8, e veja adiante, pp.
[3] Isto se aplica particularmente à manifestação do anticristo. Embora desde a primeira vinda de Cristo sempre tenha havido anticristos no mundo (veja 1 Jo 2.18,22), o Novo Testamento também nos ensina a aguardar um anticristo único e final no futuro (veja 2 Ts 2.3-10).
[4] Heidelberg Catechism (Catecismo de Heidelberg), questão 8.
[5] Veja H. Berkhof, Christelijk Geloof, Nijkerk: Callenbach, 1973, p.511.
[6] O Cullmann, Salvation, p.183.
[7] As implicações da nossa fé cristã para nossa auto-imagem estão mais exploradas em minha obra: The Christian Looks at Himself (O Cristão Olha para Si Mesmo).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A tensão entre o "JÁ" e o "AINDA NÃO" - Parte 1

Importante: O texto a seguir é de autoria de Anthony A. Hoekema (1913/1988), teólogo cristão que atuou como professor de Teologia Sistemática no Calvin Theological Seminary por vinte e um anos.

Temos visto que aquilo que caracteriza especificamente a escatologia do Novo Testamento é uma tensão subliminar entre o “já” e o “ainda-não”. O crente, assim ensina o Novo Testamento, já está na era escatológica mencionada pelos profetas do Antigo Testamento, mas ainda não está no estado final. Ele já experimenta a presença do Espírito Santo em si, mas ainda espera por seu corpo ressurrecto. Ele vive nos últimos dias, mas o último dia ainda não chegou.
Em capítulos anteriores, tocamos nesta tensão de várias maneiras. Vimos que o Novo Testamento expressa esta tensão em sua doutrina das duas eras: a era presente e a era vindoura. Percebemos que a compreensão da história que subjaz ao Novo Testamento implica na existência desta tensão: continua havendo duas correntes de desenvolvimento na história - a do Reino de Deus e a do reino do mal. O próprio Reino de Deus, na verdade, só pode ser entendido à luz desta tensão, como sendo uma realidade tanto presente como futura.
O papel do Espírito Santo na escatologia lustra mais a tensão entre o que já somos e o que esperamos ser. Observamos isto especialmente em conexão com conceitos tais como nossa filiação, o Espírito como primícia, e o Espírito como penhor e selo.
Na verdade, é impossível entender a escatologia Neotestamentária à desta deste tensão. A tensão entre o já e o ainda-não está implícita nos ensinos de Jesus. Porque Jesus ensinou que o Reino de Deus é tanto presente como futuro, e que a vida eterna é tanto uma possessão presente como uma esperança futura. Esta tensão mais tarde, também permeia os ensinos do Apóstolo Paulo. Para estes Apóstolo, a vida de Jesus se autorevela no tempo presente em nossa carne mortal (2ª Co 4:10,11), mas a presença desta vida nova é provisória e imperfeita, de modo que podemos referi-la tanto dela revelada, como podemos falar dela como escondida (Cl 3:3; Rm 8:19,23). Por causa disso, às vezes, Paulo escreve acerca da morada presente do Espírito numa linguagem alegre e triunfante (Rm 8:9; 2ª Co 3:8), enquanto que outras vezes ele fala acerca do crente gemendo intimamente e anelando por coisas melhores (Rm 8:23; 1ª Co 5:2) [1].
Esta tensão também é mencionada nas Epístolas não-paulinas. O autor de Hebreus contrasta a primeira vinda de Cristo com a segunda:
“Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.” (9:28)
Pedro conecta a ressurreição de Cristo com nossa esperança futura:
“[...] que nos regenerou para uma viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros.” (1ª Pe 1:3,4)
E João realça o contraste entre o que somos agora e o que deveremos ser:
“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é.” (1ª Jo 3:2)
Contrariamente à opinião de alguns, esta tensão entre o já e o aindanão é também encontrada no livro de Apocalipse. Embora uma discussão mais completa deste livro seja fornecida mais adiante, podemos notar aqui que nem uma visão exclusivamente preterista deste livro, nem uma exclusivamente futurista lhe faz jus completamente. A visão preterista afirma que maior parte do que é encontrado no livro de Apocalipse ou já tinha acontecido à época em que o livro foi escrito, ou estava para acontecer logo após seu surgimento. A visão futurista, ao contrário, sustenta que a maior parte do que está no livro não somente era futuro quando o livro foi escrito mas, mesmo hoje, ainda não aconteceu. Nenhuma destas posições leva em conta a tensão já-ainda-não, que permeia o livro inteiro. O livro do Apocalipse se refere tanto ao passado como ao futuro. Ele constrói sua expectação pelo futuro sobre a obra que Cristo fez no passado. Entre as várias referências do livro à vitória que Cristo conquistou no passado, podemos citar as seguintes: 1:18; 5:5-7,9,10; 12:1-5,11. Entre as referências deste livro à segunda vinda de Cristo encontram-se as seguintes: 1:7; 19:11-16; 22:7,12,20. O livro do Apocalipse, portanto, retrata a igreja de Jesus Cristo como salva, segura em Cristo, e destinada para uma glória futura - embora ainda sujeita a sofrimento e perseguição enquanto o noivo demora.

continua...

[1] Ver também H. Riderbos, Paul, pp. 169-175.
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