quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

PROBLEMAS DO PRÉ-MILENISMO: Parte 7 - João 5:28,29

...continuação.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Sam Storms, Doutor em Teologia Histórica pelo Seminário Teológico de Dallas.

João 5:28,29.
28 - Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.
29 - E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.
Um tempo está chegando quando (literalmente, “em que”) todos os que estão em seus túmulos, ou seja, os fisicamente mortos, sejam crentes ou descrentes, devem ouvir a Sua voz e sairão para a ressurreição.
O pré-milenismo, porém, é incapaz de aceitar esta declaração tão direta. Ele insiste que um reino terrestre de mil anos deve intervir entre a ressurreição dos crentes e a ressurreição dos descrentes. Os pré-milenistas apontam para o v. 25 onde a palavra “hora” abrange toda a presente era. Porque, então, não pode a “hora” no v. 28 também abranger os mil anos da era milenar? Anthony Hoekema responde a esta pergunta:
“Primeiro, a fim de ser paralelo com o que é dito no v. 25, a ressurreição dos crentes e descrentes deveria então ter lugar em todo este período de mil anos, como, de fato, acontece com a regeneração das pessoas durante a ‘hora’ mencionada no v. 25. Mas, de acordo com a teoria em discussão (pré-milenismo), este não é o caso, mas sim, que essa teoria ensina que haverá uma ressurreição no começo dos mil anos e outra no final. Disso, no entanto, não há qualquer indício nesta passagem. Ainda, observe as palavras ‘todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz’. A referência parece ser a de uma ressurreição geral de todos os que estão em seus túmulos, pois, do contrário, é necessário esticar o significado das palavras para descrever dois grupos (ou quatro grupos) de pessoas que serão levantadas em momentos distintos. Além disso, esta passagem afirma que todos ouvirão a voz do Filho do Homem. A implicação óbvia parece ser que esta voz será soada somente uma vez, e não duas ou quatro vezes. Se a palavra ‘hora’ for interpretada como permanecendo por um período de mil anos posterior a vinda de Cristo, isso implicaria que a voz de Jesus continua soando por mil anos. Isto parece provável?”
Não, não parece.

Conclusão:

Minha conclusão é que quando nós examinamos o que o NT diz que irá ocorrer no tempo da segunda vinda/advento de Jesus Cristo, não há lugar para um reino terrestre de mil anos após este evento. No momento da segunda vinda irá ocorrer a ressurreição final, o julgamento final, o fim do pecado, o fim da morte, e a criação dos novos céus e nova terra. Como Pedro disse, “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz” (2ª Pedro 3:14).


Chegamos ao final da série de estudos sobre o milênio pelo ponto de vista amilenista, por Sam Storms.


Traduzido por MAC.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

DEUS EXISTE!

Comercial muito bem produzido sobre a existência de Deus. Feito pelo ministério da educação e ciência da República da Macedônia.
Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
(1ª Coríntios 1:18-21)


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

nEle, por Ele e para Ele!

Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
(Colossenses 1:16,17)

MAGNÍFICO!

PROBLEMAS DO PRÉ-MILENISMO: Parte 6 - 2ª Tessalonicenses 1:5-10

...continuação.

Importante
: O texto a seguir é de autoria de Sam Storms, Doutor em Teologia Histórica pelo Seminário Teológico de Dallas.


2ª Tessalonicenses 1:5-10.
5 - Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis;
6 - Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam,

7 - E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,

8 - Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

9 - Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder,

10 - Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).
As conclusões extraídas de Mt. 25 são reafirmadas em 2ª Tessalonicenses 1. Esta passagem também indica que a punição eterna dos perdidos ocorre no momento da segunda vinda/advento de Cristo, e não mil anos depois.
Quando é que a destruição eterna dos perdidos ocorre? Quando eles devem pagar a pena da destruição eterna longe da presença do Senhor? A resposta de Paulo é:
“Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia (...)” (v. 10)
O clímax, ou seja, a punição final dos perdidos não é reservada para um julgamento mil anos depois do retorno de Cristo, mas é simultânea a ele. E visto que é dito em outra passagem que este julgamento acontece após o milênio (Ap. 20:11-15), o milênio em si deve coincidir com a presente era.

continua...


Traduzido por MAC.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PROBLEMAS DO PRÉ-MILENISMO: Parte 5 - Mateus 25:31-46

...continuação.

Importante
: O texto a seguir é de autoria de Sam Storms, Doutor em Teologia Histórica pelo Seminário Teológico de Dallas.


Mateus 25:31-46.
31 - E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32 - E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
33 - E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34 - Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 - Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
36 - Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
37 - Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
38 - E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
39 - E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
40 - E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
41 - Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
42 - Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43 - Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
44 - Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45 - Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
46 - E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
Lemos em Mateus 25:31,32 que o Filho do Homem retornará em glória na companhia de muitos anjos. É então que Ele irá reunir todas as nações (cf. Mt 13:30,39-41,49,50), separá-las (cf. Mt 13:49) e julgá-las (v. 34-36).
Do julgamento que ocorre na segunda vinda/advento de Cristo, é dito que sua conseqüência será o fogo eterno (v. 41) e punição eterna (v. 46) para os “bodes” (os incrédulos) e vida eterna (v. 46) para as “ovelhas” (os salvos).

Em Ap. 20:11-15, este mesmo julgamento é descrito. Os incrédulos são lançados no lago de fogo. Isto é comumente conhecido como o Grande Trono Branco do Juízo.

O ponto importante é este: o Grande Trono Branco do Juízo de Ap. 20:11-15 ocorre após o reino milenar descrito no capítulo 20:1-10. Mas em Mateus 25 o julgamento ocorre no momento da segunda vinda/advento de Cristo. Conclusão: o milênio de Ap. 20:1-10 coincide com a presente era; o milênio é agora, precedendo a segunda vinda de Cristo.

Minha conclusão é que na segunda vinda/advento de Cristo os perdidos são julgados e lançados no lago de fogo para a punição eterna, enquanto que aos salvos é concedida a entrada na vida eterna, que é a fase do reino de Deus que consiste em novos céus e nova terra. A descrição em Mateus 25 do que acontece quando Cristo retornar simplesmente não deixa lugar ou espaço para um reino terrestre de mil anos entre a parousia e o estado eterno.


continua...


Traduzido por MAC.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

PROBLEMAS DO PRÉ-MILENISMO: Parte 4 - 2ª Pedro 3:8-13

...continuação.

Importante
: O texto a seguir é de autoria de Sam Storms, Doutor em Teologia Histórica pelo Seminário Teológico de Dallas.


2ª Pedro 3:8-13.


Após a sua referência aos "escarnecedores" que questionam se Cristo nunca vai voltar (v. 3-7), Pedro escreve o seguinte:

8 - Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 - O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10 - Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
11 - Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
12 - Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13 - Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.
Aqui Pedro ecoa as palavras de Paulo em 1ª Tessalonicenses 5:2,3, ambos os quais referem-se ao "dia do Senhor", isto é, a segunda vinda/advento de Cristo (1ªTs 4:13-18; 2ªPe 3:4-8,9).
Pedro nos diz que é por conta da vinda deste "dia do Senhor/Deus" (v.10-12), isto é, a segunda vinda/advento de Cristo, que os céus serão destruídos. O fim do presente céus e terra é o efeito da vinda de Cristo. O "presente céus e terra", literalmente, os "céus e terra de hoje" (v. 7), estão sendo reservados para este "dia" de julgamento.

Note também que o "presente céus e terra (hoje)” é contrastado com o primeiro céus e terra, literalmente, "o mundo de então" (v. 6). Assim, Pedro olha para a história bíblica como consistindo de três grandes períodos: 1) os céus e a terra antes de Noé, que foram destruídos pelo julgamento de Deus, dos quais ele formou de novo 2) os céus e a terra da presente era, que estão sendo reservados para a destruição, e dos quais ele criará novamente 3) os céus e terra que devem ser e que são o objeto da nossa esperança. “Uma vez que você olhar para estas coisas”, diz Pedro, que é, para os novos céus e nova terra em que habita a justiça (v. 13), viverá de maneira diligente para ser justo, santo e piedoso.

Onde há espaço no cenário de Pedro para um milênio terreno intermediário entre a segunda vinda de Cristo e os novos céus e nova terra? Pelo contrário, o presente céus e terra será julgado no retorno de Cristo, momento em que os novos céus e terra (não um milênio) deve emergir como uma eterna morada para o povo de Deus.

Pedro observa o uso da palavra traduzida como “aguardar” nos v. 12, 13, 14. Estamos a “aguardar” o dia de Deus (o Senhor), ou seja, o retorno de Cristo (v. 12). No v. 13 estamos a “aguardar” os novos céus e nova terra. No v. 14 nós “aguardamos” estas coisas, isto é, a vinda de Cristo que traz o julgamento contra este mundo e justiça para Seu povo. Parece claro que o objeto de nossa expectativa, do qual nós “aguardamos”, é o retorno de Cristo quando o presente céus e terra dará lugar aos novos céus e terra. Se os novos céus e nova terra vêm no momento da segunda vinda de Cristo, não pode haver um reino milenar terreno intermediário entre os dois. Lembre-se: o pré-milenismo coloca a criação dos novos céus e nova terra após o milênio (Ap 21-22). No entanto, se os novos céus e nova terra vem com Cristo (como Pedro indica que vai), o milênio deve, de algum modo, ser identificado com a presente era e não em algum tempo futuro subseqüente ao retorno de Cristo.

Finalmente, o pré-milenismo afirma que durante a era milenar será possível para as pessoas virem para a fé salvadora em Cristo. Mas o argumento de Pedro é que a própria razão pela qual Cristo ainda não retornou está na ordem para que Ele pudesse pacientemente estender a oportunidade para os homens se arrependerem. Isso só faz sentido se for impossível se arrepender após a volta de Cristo. Se as almas podem ser salvas após o retorno de Cristo, a paciência dEle mostrada a nós agora é desnecessária. A urgência do momento pode ser explicada somente na suposição de que:

(...) agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação! (2ªCo 6:2)
continua...

Traduzido por MAC.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PROBLEMAS DO PRÉ-MILENISMO: Parte 3 - Romanos 8:18-23

...continuação.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Sam Storms, Doutor em Teologia Histórica pelo Seminário Teológico de Dallas.

Romanos 8:18-23.
18 - Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.
19 - Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
20 - Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
21 - Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
22 - Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
23 - E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.
Observe o seguinte:

Paulo descreve o livramento ou salvação da criação natural como interligada com a dos filhos de Deus. É quando os filhos de Deus são revelados (v. 19) que a criação deve experimentar esta redenção. É por isso que a criação é personificada como avidamente “esperando a manifestação dos filhos de Deus.” A criação espera ansiosamente a volta de Cristo e a nossa glorificação, pois é então que ela também será liberta da “servidão da corrupção” para a mesma “liberdade da glória dos filhos de Deus” (v. 21).
A criação aguarda a revelação dos filhos de Deus (v. 19), porque é nessa mesma liberdade que a criação também será entregue (v. 21). Em outras palavras, a criação e os filhos de Deus estão intimamente entrelaçados, tanto no presente sofrimento como na glória futura. Da mesma forma como houve uma “solidariedade” na queda, assim também haverá uma “solidariedade” na restauração.
Se a criação deveria de alguma maneira ficar aquém da completa libertação da presente corrupção, a finalidade e plenitude da nossa redenção está seriamente comprometida. Na medida em que o reino natural entrará na “liberdade da glória dos filhos de Deus”, qualquer deficiência que este possa experimentar deve ser considerada da mesma forma no caso dos cristãos. No âmbito em que a ordem criada não é total e perfeitamente redimida, não somos total e perfeitamente redimidos. A redenção e glória da criação é co-extensiva e contemporânea com a nossa.
O problema proposto pelo pré-milenismo é claro: a redenção consumada da criação que ocorre quando Cristo retornar para redimir/glorificar o seu povo deveria surgir para impedir qualquer sofrimento ou corrupção da criação subseqüente ao Seu retorno. Todavia, o pré-milenismo argumenta que na era milenar estarão incluídas as características da presente corrupção, ou seja, o pecado e a morte. A questão, então, é esta:
Como pode a criação (da qual fazemos parte) ser entregue dos efeitos incapacitantes do pecado e da morte, a saber, na segunda vinda de Cristo, se durante o milênio ainda deve sofrer com a presença e perversidade dos seus inimigos?
Parece mais razoável para mim que a descrição de Paulo do dia da redenção (isto é, a segunda vinda de Jesus) tanto para os Cristãos como para a ordem criada, é idêntico ao advento dos novos céus e nova terra retratados em textos como 2ªPe 3:10-13; Ap 21:1; Mt 19:28. Se assim for, não há lugar para um “milênio” após a volta de Cristo.

continua...

Traduzido por MAC.

sábado, 28 de novembro de 2009

PROBLEMAS DO PRÉ-MILENISMO: Parte 2 - 1ªCoríntios 15:50-57

...continuação.

Importante: O texto a seguir é de autoria de Sam Storms, Doutor em Teologia Histórica pelo Seminário Teológico de Dallas.

1ª Coríntios 15:50-57.
50 - E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
51 - Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
52 - Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53 - Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
54 - E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
55 - Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
56 - Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57 - Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
A frase chave é a declaração de Paulo que “carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (v. 50). Simplificando, uma natureza corruptível e perecível não pode possuir, nem participar de um reino incorruptível e imperecível. Nem a vida ("carne e sangue"), nem os mortos (os "perecíveis") podem herdar o reino em seu estado atual. Vários fatores contribuem para tornar este um forte argumento para o amilenismo e contra o pré-milenismo.

1 – Aqui Paulo insiste na ressurreição e glorificação de todos os crentes (se já fisicamente vivos ou mortos no segundo advento, cf. 1ª Tessalonicenses 4:13-18). Somente aqueles que foram gloriosamente transformados em corpo e espírito herdarão o reino de Deus (cf. v. 53).
2 – O “reino” em vista, de acordo com o pré-milenismo, é um reino milenar. Mas como pode ser isso? O pré-milenismo alega que muitos crentes vão entrar, herdar e desfrutar das bênçãos do reino milenar em seus naturais, não glorificados e não transformados corpos de “carne e sangue”. Mas é precisamente isto que Paulo nega, ou seja, que tal coisa jamais poderia acontecer.
3 – A declaração de Paulo que corpos não glorificados de “carne e sangue” não podem herdar o reino de Deus se opõe a um milênio após a segunda vinda de Cristo. O reino de Deus em que é garantida a entrada de todos os crentes no momento de sua glorificação (ou seja, na segunda vinda de Cristo), é o que chamamos de fase (ou estado) eterna. Esta fase eterna, que tem seu início quando Jesus “tiver entregado o reino a Deus, ao Pai” (v.24) segue imediatamente após a segunda vinda do Senhor Jesus. É então que...
...“todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta” (vs. 51-52).
4 – Finalmente, de acordo com os versículos 54 e 55, o fim da morte na segunda vinda de Cristo é o cumprimento de Isaías 25:8. Lá nós vemos que Deus...
...“aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor DEUS as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra.”
Tanto o fim da morte e o enxugar de todas as lágrimas são associados em Apocalipse 21:4 não com a vinda de uma era milenar, mas com o estado eterno, ou seja, os novos céus e nova terra.

continua...

Traduzido por MAC.

Veja também este artigo original em inglês: http://www.enjoyinggodministries.com/article/problems-with-premillennialism/

sábado, 21 de novembro de 2009

PROBLEMAS DO PRÉ-MILENISMO: Parte 1 - 1ªCoríntios 15:22-28

Importante: O texto a seguir é de autoria de Sam Storms, Doutor em Teologia Histórica pelo Seminário Teológico de Dallas.

Por que o amilenista rejeita a interpretação pré-milenista das Escrituras? No meu caso, um estudo aprofundado do que o NT disse que iria acontecer em conjunção com a segunda vinda/advento de Cristo levou-me a concluir que um reino milenar pós-Parousia sobre a terra ainda sob a influência do pecado, corrupção e morte era impossível. Agora, vou examinar brevemente esses textos.

1ª Coríntios 15:22-28.
22 - Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
23 - Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua
vinda.
24 - Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a De
us, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.
25 - Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.

26 - Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.

27 - Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.

28 - E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se
sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.
A interpretação pré-milenista é como se segue: No v. 23 Paulo diz que a ressurreição dos crentes segue a ressurreição de Cristo. Mas dois mil anos já tem decorrido entre estes dois eventos. Assim, não deveríamos ficar surpresos se há uma lacuna histórica semelhante entre a ressurreição dos crentes na segunda vinda (v. 23b) e “o fim” (v. 24). Esta lacuna, diz o pré-milenismo, são os mil anos do reino milenar que acompanha a volta de Cristo e que precede a eternidade.
No final do milênio, ou seja, quando “o fim” chegar, Jesus irá entregar o reino ao Pai (v. 24a), depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. O último destes assim chamados “inimigos” é a morte. Portanto, de acordo com o pré-milenismo, a morte não será destruída ou abolida até o fim do milênio, isto é, “o fim”.

O ponto de disputa é o significado de “o fim” (v.
24). O “fim” é quando a morte, “o último inimigo” (v. 26), é aniquilada. O pré-milenismo insiste que “o fim” é a conclusão ou o término do reino milenar, mil anos depois de Cristo ter retornado a terra. Porém, o amilenismo ensina que “o fim” é a conclusão ou o término da presente era, época em que vivemos agora.
Se eu pudesse demonstrar conclusivamente o que “o fim” é ou quando “o fim” chegará, o debate milenar chegaria a um fim decisivo! Isso não é difícil de fazer. Tanto pré como amilenistas concordam que o reino de Cristo (v. 25) é consumado com a destruição da morte. Eles também concordam que a destruição da morte sign
ifica “o fim”. Portanto, tudo o que é necessário determinar é o momento em que a “morte” chega ao seu fim. Então, Paulo está querendo nos dizer quando a “morte”, o inimigo final, será aniquilada? A resposta é: Sim!
Diversos fatores nos permitem identificar a “morte da morte”.


De acordo com 1ªCor 15:50-58 (especialmente vs. 54-56), a morte é aniquilada ou “tragada na vitória” (v. 54) na segunda vinda de Cristo. Assim, o reinado de Cristo descrito no v. 25, durante o qual ele progressivamente suprime todos os regimes, autoridades e poderes, está ocorrendo atualmente. Paulo está descrevendo o que Cristo está fazendo agora, como Ele está entronizado à direita do Pai. Quando Ele retornar no final da presente era, Ele irá destruir a morte, o último inimigo restante. Isso, diz Paulo, é “o fim”.
Outro texto paulino que afirma que Cristo está reinando atualmente (tendo em mente qual é a qualidade deste reino) é Ef 1:20-23 (nota especial. Paulo usa a mesma terminologia encontrada em 1ªCor 15:24 – “domínio, autoridade, poder”).

Mas o pré-milenismo não acredita que Cristo vai aniquilar a morte em sua segunda vinda. Ele insiste que a morte continuará no milênio (cf. Ap 20:7-10). Mas como isso pode ser verdade quando Paulo coloca a destruição da morte na segunda vinda de Cristo? A destruição da morte no segundo advento/vinda de Cristo não vai deixar espaço para uma era milenar em que a morte persiste em seu poder.

O ponto é este:
o segundo advento/vinda de Cristo marca o fim da morte e da corrupção, o fim do pecado e da rebelião, e a inauguração do consumado e perfeito estado eterno.

continua...


Traduzido por MAC.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

JESUS CRISTO: O Verdadeiro Israel.

Importante: Dr. Kim Riddlebarger é pastor sênior na Igreja Reformada de Cristo e professor temporário de teologia sistemática no Seminário de Westminster, Califórnia.

Se estivéssemos dentro do campo de visão profético típico dos profetas de Israel após o exílio e o cativeiro, e com eles nós olhássemos para o futuro, o que veríamos? Os profetas de Israel claramente antecipam um momento quando Israel será restaurado à sua antiga grandeza. Mas será que a restauração da nação de Israel à sua antiga glória refletirá os dias da monarquia? Ou será que a monarquia em si mesma nos aponta para o monarca?

Tal visão profética inclui não só a nação, mas a terra de Canaã, a cidade de Jerusalém, o trono de Davi, assim como o templo em Jerusalém. Desde que a nação foi dividida e o povo foi levado em cativeiro para a Babilônia cerca de cinco séculos antes da primeira vinda de Cristo, o magnífico templo destruído e o sacerdócio chegando ao seu fim, tal expectativa profética relacionada com o futuro de Israel muito naturalmente falou de uma reversão da sua sorte e da desgraça da calamidade que tinha caído sobre a nação.

Mas em uma retrospectiva apostólica, Pedro fala de como...
“... a respeito dessa salvação que os profetas que falaram da graça destinada a vocês investigaram e examinaram, procurando saber o tempo e as circunstâncias para os quais apontava o Espírito de Cristo que neles estava, quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que se seguiriam àqueles sofrimentos. A eles foi revelado que estavam ministrando, não para si próprios, mas para vocês, quando falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que lhes pregaram o evangelho pelo Espírito Santo enviado do céu; coisas que até os anjos anseiam observar.” (1ª Pedro 1:10-12)
Em Isaías 41:8-9, o profeta falou de uma futura restauração da nação de Israel nestes termos:
“Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo; Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei.”
A mesma promessa é reiterada no próximo capítulo de Isaías 42:1-7, quando o Senhor declara de seu servo:
“Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios.” (v. 6)
Isaías continua a falar deste servo nos capítulos 44 (vs. 1 e 2) e 45 (v. 4).
Os Dispensacionalistas, com sua chamada “hermenêutica literal”, são obrigados a interpretar tais passagens literalmente e, desse modo, atribuem o cumprimento dessas profecias de Isaías a um futuro milênio terrestre em que Israel co-existirá com os gentios sob o reinado do rei davídico (ver Walvoord, The Millennial Kingdom, 302-304; e Pentecost, Things to Come, 503-508). Na prática, isso equivale à restauração da monarquia com Jesus tomando seu lugar no trono real de Davi e regendo as nações a partir deste Israel restaurado.

Mas é assim que o Novo Testamento interpreta as profecias messiânicas sobre o servo do Senhor? Quem é o servo do Senhor? É a nação de Israel, ou Jesus, o Messias de Israel?

Para responder estas questões, precisamos ver que os escritores do evangelho interpretam estas profecias de Isaías como cumpridas na missão messiânica de Jesus.

Primeiro, em Mateus 12:15-21, por exemplo, quando Jesus se retirou e as multidões o seguiram, Mateus relata que este evento cumpriu o que tinha sido falado pelo profeta Isaías. Este evento serve para demonstrar que Jesus é o verdadeiro servo do Senhor.

Segundo, quando Jesus expulsou demônios e curou doentes, Mateus viu nisto o cumprimento das profecias de Isaías de um servo sofredor que tomaria sobre si as nossas enfermidades e levaria as nossas doenças (Mateus 8:7 com Isaías 53:4).

Terceiro, no evangelho de Lucas, ele fala tanto de Israel (cf. Lc 1:54) e Davi como servos de Deus (Lc 1:69). No entanto, em Atos, Lucas claramente fala de Jesus como o servo de Deus (At 3:13). Após a crucificação, Deus ressuscitou Jesus dos mortos para que pessoas de todos os lugares pudessem ser chamadas ao arrependimento (3:26).

Quarto, quando o eunuco etíope ouve a leitura de Isaías 53:7-8 e pergunta a Filipe sobre a quem esta profecia se refere, Lucas nos diz que Filipe informou ao etíope que esta passagem certamente referia-se a Jesus (At 8:34-35).

Mas isso não é tudo o que está em vista aqui. Em Oséias 11:1, Oséias previu uma época quando...

“... Israel era rapaz, então o amei, e do Egito chamei o meu filho.”
Mas em Mateus 2:15, o evangelista nos diz que a profecia de Oséias foi cumprida quando os pais de Jesus o levaram para o Egito para protegê-lo da matança dos inocentes promovida por Herodes. Porém, depois da morte de Herodes, Deus chamou Jesus e sua família para retornar a Nazaré. Mateus toma uma passagem de Oséias que claramente se refere a Israel, e diz ao seu leitor que esta passagem é agora cumprida em Jesus Cristo! Ele faz isso para provar para seu público, composto por judeus em sua maioria, que Jesus é o servo do Senhor, anunciado em todo o Antigo Testamento (especialmente Isaías).


Até agora isto deveria estar claro, que de acordo com muitos escritores do Novo Testamento, Jesus é o verdadeiro servo, o verdadeiro filho e o verdadeiro Israel de Deus. Lembre-se também que foi Isaías quem falou de Israel e dos descendentes de Abraão como o povo de Deus. É através da semente de Abraão que as nações seriam abençoadas.
Portanto, assim como Jesus é o verdadeiro Israel, ele é a verdadeira semente de Abraão. Este é o ponto que Paulo levanta em Gálatas 3:7-8, quando diz:

“Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.
Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.”
As palavras de Paulo aqui são importantes por vários motivos.
Primeiro, Paulo nos diz que Abraão creu no mesmo evangelho que ele pregou aos gálatas gentios. Desde o início houve apenas um plano de salvação e um evangelho. Isto, é claro, levanta questões muito sérias sobre a noção dispensacionalista do propósito redentivo “claramente distinto” para o Israel nacional e os gentios, como é evidente quando Paulo continua a dizer em Gálatas 3:29, que:

“E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.”
Segundo, a promessa do evangelho é que desde o início da história da redenção é que os verdadeiros filhos de Abraão, sejam judeus ou gentios, são herdeiros da promessa, se eles pertencem a Jesus Cristo, a verdadeira semente de Abraão. Mas, como Robert Strimple assinala, uma importante palavra de esclarecimento é certamente conveniente:
“Nós (amilenistas) dizemos: ‘Sim, a nação de Israel foi o povo de Deus na Antiga Aliança. Agora, na Nova Aliança, acreditamos que a Igreja é o povo de Deus’. E assim nós rapidamente passamos correndo (ou perderemos a benção que nos traz toda a questão) pelo fato de que nós cristãos somos o Israel de Deus, a semente de Abraão e os herdeiros da promessa, e que somente por causa da fé somos unidos a Ele que é o único e verdadeiro Israel, a semente de Abraão.” (ver Strimple, “Amillennialism,” em Bock, ed., Three Views of the Millennium and Beyond, 89).
As conclusões acerca de uma visão milenar deveriam agora ser óbvias.
Se Jesus é o verdadeiro Israel de Deus e se os escritores do N.T. aplicam a Jesus as profecias do A.T. referentes a Israel como filho ou servo de Deus, então o que resta para os dispensacionalistas que estas profecias ainda continuem a serem cumpridas em um futuro milênio? Elas desaparecem em Jesus Cristo, que cumpriu-as todas!


Traduzido por MAC.


sábado, 7 de novembro de 2009

Textos bíblicos referentes a "presente era" e a "era porvir".

Importante: Dr. Kim Riddlebarger é pastor sênior na Igreja Reformada de Cristo e professor temporário de teologia sistemática no Seminário de Westminster, Califórnia.

Textos bíblicos que falam da “presente era”.


Mateus 12:32 - Não há perdão para a blasfêmia contra o Espírito Santo;

Mateus 24:3 – O fim dos tempos será precedido por sinais;

Mateus 28:20 - Cristo estará conosco até o fim da presente era;

Lucas 18:30 - Há recompensas materiais que nos é dada nesta vida;

Lucas 20:34 - As pessoas agora casam e se dão em casamento;

Marcos 10:30 – A presente era é uma era de casas, campos e famílias;

Romanos 12:2 – Não devemos nos conformar com o padrão deste mundo (era);

1ª Coríntios 1:20 - A filosofia é a sabedoria dessa era;

1ª Coríntios 2:6-8 – A sabedoria e os governantes são desta era;

2ª Coríntios 4:4 - Satanás é o deus deste século que cegou as mentes dos homens e mulheres;

Gálatas 1:4 – A presente era é má;

Efésios 1:21 - Cristo reina na presente era;

Efésios 2:2 - Os caminhos deste mundo (era) são maus;

1ª Timóteo 6:17 – Aqueles que neste tempo são ricos não devem colocar a esperança em suas riquezas;

Tito 2:12 – Nós vivemos uma vida piedosa neste tempo.


Em todos os casos as qualidades associadas com a “presente era” são temporais por natureza. Estes textos descrevem o curso atual da história antes da volta de Cristo e são coisas que passarão quando Ele retornar.


Textos bíblicos que falam da “era porvir”.


Mateus 12:32 - Não há perdão para a blasfêmia contra o Espírito Santo;

Mateus 13:40 - O joio será lançada ao fogo;

Marcos 10:30 - A vida eterna como recompensa;

Lucas 18:30 - A vida eterna como recompensa;

Lucas 20:35 – Não se casam ou se dão em casamento;

1ª Coríntios 6:9-10 - Os perversos não herdarão o reino de Deus;

1ª Coríntios 15:50 - A carne e o sangue não herdarão o reino de Deus;

Gálatas 5:21 – Aqueles que vivem de forma impiedosa não herdarão o reino;

Efésios 1:21 - Cristo reinará na era porvir;

Efésios 5:5 – Os ímpios não herdarão o reino de Deus;

1ª Tessalonicenses 2:12 - Somos encorajados a viver uma vida digna do reino;

2ª Tessalonicenses 1:5 – Por causa da fé seremos dignos do reino de Deus;

1ª Timóteo 6:19 – A era por vir tem a vida que é a verdadeira vida;

2ª Timóteo 4:18 - O Senhor nos guardará para o reino de Deus;


Em um nítido contraste com a “presente era”, as qualidades atribuídas à “era porvir” são todas eternas (ou não temporais) por natureza. Estas referências descrevem claramente o futuro escatológico dos crentes (e não-crentes como sendo elemento de referência ao julgamento).


A linha de “demarcação” entre as duas eras.


Mateus 13:39 - A colheita é o fim da presente era, e os anjos são os ceifeiros;

Mateus 13:40 - O joio será queimado no fogo, no final da presente era (julgamento);

Mateus 13:49 - Os anjos vão separar os ímpios dos justos.


Traduzido por MAC.


Veja também este artigo original em inglês: http://kimriddlebarger.squarespace.com/the-two-age-model-chart/

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Isaías 65:17-25... uma pedra no sapato do pré e pós-milenismo.

Importante: Dr. Kim Riddlebarger é pastor sênior na Igreja Reformada de Cristo e professor temporário de teologia sistemática no Seminário de Westminster, Califórnia.

Terry J. pergunta:

Uma passagem difícil para interpretar a partir de qualquer ponto de vista escatológico é Isaías 65:17-25 – em especial o versículo 20. Qual a sua opinião sobre o significado dessa passagem?

Wayne Rohde pergunta:

Fiquei contente ao ver a pergunta de Terry: “Isaías 65:17-25, particularmente o v. 20”.
Eu continuo convencido de que a posição amilenista facilmente faz mais justiça sobre todo o conselho de Deus. Parece-me que é quase certo que há uma avalanche de problemas com as posições pré-milenista (e pós-milenista), bem como uma avalanche comparável de passagens apoiando o amilenismo. Além disso, independentemente do sentido de Isaías 65:20 (e paralelos), não vejo nada nestes versos que corresponde ao que está acontecendo em Apocalipse 20:1-10. Assim como a passagem de Isaías não diz nada sobre um milênio, também Ap. 20 nada diz sobre abundância de recursos, belas casas, etc.
Mas o significado preciso dessa passagem me escapa, em termos de qual é a melhor maneira de entender a mensagem de Isaías. É Isaías 65 a mistura da era atual com a eternidade? Ou ele simplesmente está falando de forma figurada, a fim de empregar a linguagem de uma maneira que acentua a gloriosa condição dos novos céus e nova terra? Eu ansiosamente aguardo sua resposta!

Resposta do Dr. Kim Riddlebarger:

De acordo com os dispensacionalistas, Isaías está se referindo a uma era milenial na terra durante os mil anos do reinado de Cristo depois do Seu retorno (conferir J. Dwight Pentecost, Things to Come, 487-490). Por razões que em breve vamos explorar, este não pode ser o caso.
De acordo com os pós-milenistas, esta passagem se refere aos últimos dias de glória da Igreja na terra. John Jefferson Davis escreve:
“As bênçãos da Igreja nos últimos dias de glória de que Isaías 11:6-9 fala são reiteradas em Isaías 65:17-25. Este é o período - intensificado de bênção espiritual produzindo certas condições no mundo - que é denominado ‘novos céus e nova terra’ (v. 17). Refere-se à dramática renovação moral da sociedade antes do estado eterno, visto que Isaías fala de um tempo quando crianças ainda estão nascendo (v. 20), quando pessoas ainda estão construindo casas e plantando vinhas (v. 21) e se engajando em seus trabalhos seculares. Paulo usa uma linguagem similar quando diz que a salvação em Cristo é como uma ‘nova criação’ (2ª Cor. 5:17), ou ainda em Gálatas 6:15, ‘... nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.’ As condições de saúde e paz temporal da qual Isaías 65 fala não são a essência do evangelho, mas elas são propriamente as conseqüências do evangelho quando o seu impacto no mundo é intensivo e extensivo. A mensagem de reconciliação com Deus também produz como fruto a reconciliação entre os homens e até mesmo com a ordem natural das coisas. Também deveria ser notado que Isaías 65:17-25 não faz qualquer referência à presença física do Messias na terra. Nos últimos dias, Deus deseja criar em Jerusalém (a Igreja) um regozijo (v. 18). Mas a realidade dos versos 18-25 não se referem exclusivamente ao estado eterno, nem ao tempo após o segundo advento, mas sim à era Messiânica quando Cristo ainda governará no céu ao lado direito do Pai.” (conferir John Jefferson Davis, The Victory of Christ’s Kingdom: An Introduction to Postmillennialism [Canon Press], 37-38).
Por quatro razões importantes, eu acho que ambas as interpretações (pré e pós-milenista) são falhas.
Primeiro, como Motyer assinala, Isaías 65:1/66:24 é um quiasmo [1], em termos de sua estrutura. Isso simplesmente significa que a lógica da passagem flui da abertura do versículo (Isaías 65:1-A1) e os versos finais (66:18-21-A2) – ambos lidando com aqueles que não ouviram nem buscaram ao Senhor – em direção ao centro do quiasmo, ou seja, A1 (65:1), B1 (v. 2-7), C1 (v. 8-10), D1 (v. 11-12), E (v. 13-25), D2 (66:1-4), C2 (v. 5-14), B2 (v. 15-17), A2 (v. 18-21). Neste caso, Isaías 65:13-25-E é o centro do quiasmo, e é, portanto, o tema central de toda a profecia e fala da alegria dos servos do Senhor na nova criação. Isto significa que a verdade central (ou ponto alto) desta profecia inteira é encontrada no centro desse quiasmo, não no fim (v. 66:22-24), que fala de Jerusalém como o centro do mundo. (ver J. Alec Motyer, The Prophecy of Isaiah: An Introduction & Commentary [IVP], 522-523).
O ponto é este. A parte fundamental de toda a passagem é a seção em questão (v. 17-25) que trata da nova criação comparando-a com Sião. As seções A1-D1 e A2-D2 devem ser cumpridas antes que a realidade esperada (E) venha a acontecer. Dada a estrutura da profecia como um todo, o clímax da passagem é o estado eterno (os novos céus e nova terra), não uma terra redimida incompleta em que as pessoas experimentam uma vida prolongada apenas para morrer mais tarde.
Segundo, os versículos 17-20 de Isaías 65 são compostos de dois poemas. O primeiro é um poema da nova criação (v. 17-18b), o segundo é um poema sobre a cidade e seu povo (v. 18c-20). Como Motyer nos diz:
“Toda esta passagem de Isaías usa os aspectos da vida presente para criar impressões da vida que ainda está para vir. Será uma vida de total provisão (v. 13), total felicidade (19cd), total segurança (v. 22-23) e totalmente de paz (v. 24-25). Coisas que nós não temos uma capacidade real para entender só podem ser expressas através de coisas que sabemos e experimentamos. Assim é que, na presente ordem das coisas a morte eliminou a vida antes que esta começasse, ou antes que estivesse totalmente amadurecida. Mas isso não será assim depois” (Motyer, The Prophecy os Isaiah, 530).
Em outras palavras, as metáforas são usadas para coisas que nós não podemos, nem Isaías pôde compreender completamente. A estrutura poética certamente aponta nessa direção.
Terceiro, como Meredith Kline assevera, a linguagem aqui reflete as bênçãos da aliança agora ampliadas à luz dos novos céus e nova terra. Essas bênçãos nos levam muito além da ordem natural, mas só podem ser entendidas à luz da ordem natural (Kline, Kingdom Prologue, 152-153).
Quarto, por acaso Isaías está nos dizendo que, como resultado da propagação do evangelho (“renovação moral”, conforme Jefferson) as pessoas viverão mais somente para morrer? Onde é que o evangelho promete vida longa? Ele promete vida eterna! De fato, não é toda a questão da profecia claramente especificada no verso 17?
“...eis que eu crio novos céus e nova terra...”
Este é um momento posterior aos eventos de Apocalipse 20:1-10, que descreve a ligação de Satanás com o reino dos santos no céu depois de sofrerem na terra, unicamente para terminar em uma grande apostasia antes do julgamento final. Ambos, pré e pós-milenismo, atribuem essa profecia ao mesmo período de tempo de Apocalipse 20. Mas, dada a estrutura quiástica e o uso de metáforas, não é muito melhor ver Isaías 65:17-25 como descrevendo o mesmo período de tempo de Apocalipse 21, que é claramente o estado eterno? Eu certamente acho que sim.

[1] Definição de quiasmo: Figura composta de uma dupla antítese cujos termos se cruzam. Ex: É preciso comer para viver e não viver para comer.

Traduzido por MAC.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Isaías 65:17-25... pedra no sapato de quem? - Parte 4 (Conclusão)

...continuação.

IMPORTANTE
: O texto a seguir é de autoria de David J. Engelsma. Pastor reformado e professor de Antigo Testamento no Protestant Reformed Seminary.


Um cumprimento espiritual de Isaías 65:17-25. (Conclusão)


O sonho pós-milenista de um mundo “cristianizado” na história repousa finalmente na profecia do A.T. de uma vinda gloriosa do reino de Cristo (ver editorial, “Those Glorious Prospects in Old Testament Prophecy”, 1 de agosto de 1996 Standard Bearer).
A profecia do A.T. que, mais do que qualquer outra, supostamente prova o pós-milenismo e refuta o amilenismo é Isaías 65:17-25:
“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra... porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo... Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado... O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi... Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.”
O pós-milenismo, que não pode encontrar apoio no N.T. para um ensino maciço da apostasia e perseguição da Igreja nos últimos dias, apela para a profecia do A.T. na medida em que insiste em interpretar essa profecia literalmente. Interpretando Isaías 65 dessa forma, haverá um cumprimento terreno da profecia: um reino terreno de Cristo com prazeres carnais, especialmente longos anos de vida (ver editorial, “A Spiritual Interpretation of Isaiah 65:17-25”, 15 de setembro de 1996 SB; para uma interpretação pós-milenista dessa passagem, ver editorial de 1 de agosto de 1996 SB, p.439, 440).
Nos editoriais de 15 de setembro e 1 de outubro de 1996, edições da SB, eu demonstrei que não existe e nem pode haver uma interpretação literal de Isaías 65. A profecia deve ser interpretada espiritualmente e tem, portanto, uma realização espiritual.
Qual é a interpretação espiritual e o cumprimento de Isaías 65:17-25?
Compreensivelmente, Isaías 65:17-25 profetiza a totalidade da obra redentora de Deus em Jesus Cristo. Como de costume entre os profetas, Isaías vê esta obra como um grande evento, da mesma forma como se vê as montanhas distantes em grande escala. Estão incluídos igualmente a perfeição da salvação (e do reino Messiânico) no Dia de Cristo e o início da salvação (e do reino Messiânico) em toda a era presente entre o Pentecostes e a última vinda de Cristo. Tudo na salvação, é claro, tem sua base na morte e ressurreição de Jesus pelos eleitos de Deus.
Que este é, de fato, o conteúdo da profecia de Isaías é provado pelo comentário do N.T. sobre essa passagem. Em 2ª Pedro 3:13, o Apóstolo aplica a profecia de Isaías 65:17 à obra de Deus em Jesus Cristo no dia da Sua segunda vinda. No contexto do ensinamento que a presente criação será destruída pelo fogo, Pedro diz:
“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.”
O Apóstolo Paulo, porém, nos ensina que há também um cumprimento da profecia em toda a presente era. Em 2ª Coríntios 5:17, ele nos diz que:
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
A explicação oficial da profecia do N.T. é que a obra salvadora de Deus em Cristo será uma renovação da criação para o benefício da Igreja (os “eleitos” de Isaías 65:22), na segunda vinda de Jesus, e essa renovação tem início agora na regeneração de cada eleito em particular.
Não há nada no N.T. que reflita sobre alguma profecia ou revele alguma dica a respeito de um reino terrestre na história consistindo em benefícios materiais, domínio físico e um mundo de paz.
Especificamente, Isaías 65:17-25 é a profecia do novo mundo com novos céus e terra que Jesus Cristo vai criar na Sua segunda vinda. Este é o claro ensino de Isaías 65:17:
“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra;”
Éssa é a explicação do Novo Testamento, tanto em 2ª Pedro 3:13, já citado, quanto em Apocalipse 21:1:
“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.”
Quando o Senhor Jesus vier novamente com seu corpo glorificado no final da história, Ele vai destruir a atual forma da criação, a fim de recriar os céus e a terra – que Deus havia feito no começo – em sua nova, definitiva e gloriosa forma. A criação vai participar na gloriosa liberdade dos filhos de Deus (Romanos 8:19-22).
Este novo mundo será a morada da nova raça humana em Cristo, da Igreja eleita de todas as nações, dos crentes e seus filhos (Isaías 65:22,23). A nova criação vai ser como uma casa para os santos porque Deus vai morar com eles na pessoa de Jesus Cristo na comunhão da aliança eterna. O novo mundo que virá será o “meu (de Deus) santo monte” (Isaías 65:25).
Não haverá problemas nem tristeza, absolutamente, nem mesmo uma lágrima sequer (Isaías 65:19). Apocalipse 21:4, a luz do Novo Testamento sobre a profecia, informa-nos que a razão é que não haverá morte no novo mundo. Cristo, o poderoso rei Messiânico, terá destruído o último inimigo por nós (2ª Coríntios 15:26).
Como é típico da profecia do Antigo Testamento, o profeta anunciou a vinda deste mundo imortal em linguagem figurada: longa vida terrena (v. 20). Nenhuma criança morrerá na infância; morrer aos cem anos seria como perecer jovem; todos os habitantes vão ter completado seus dias, etc. A realidade será sem morte! Vida eterna em corpo e alma ressuscitados, porque a vida do povo de Deus no novo mundo será a vida eterna do Cristo ressuscitado.
O Novo Testamento em vários lugares dá sua explicação sobre esta e outras profecias do Antigo Testamento que fazem o uso de figuras, como por exemplo, João 5:25,26. Apocalipse 21:4, a interpretação oficial do Novo Testamento de Isaías 65:20, coloca acima de qualquer suspeita que isto é o que Isaías significa:
“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte...”
Os pecadores serão excluídos do novo mundo, eles perecerão eternamente sob a maldição de Deus no inferno (Isaías 65:20b; conferir Apocalipse 21:8).
A retirada da maldição do mundo amado de Deus com base na morte redentora de Cristo e pelo poder do Seu Espírito também afetará os animais. Haverá animais na nova criação, assim como na criação original de Gênesis 1 e 2. A redenção de Cristo será experimentada por eles para que possam viver em paz uns com os outros da mesma forma como acontecia no início da criação, antes da transgressão do primeiro e infiel “rei” (Gn 1:29-31). Não haverá morte no mundo animal e vegetal.
A completa ausência da morte no novo mundo será devido a perfeita purificação do pecado da criação. Pedro nos fala sobre isso:
“...em que habita a justiça.” (2ª Pedro 3:13)
Somente a justiça habitará lá. Não se achará nenhuma injustiça na nova criação. Todos os ímpios terão perecido sob o julgamento de Deus (v. 7).
Não é esta uma salvação maravilhosa?
Esta não seria uma grande esperança para os crentes e seus descendentes, perfeitamente capaz de sustentá-los e todas as suas presentes tribulações?
Não é este o senhorio e reino eterno de Jesus, o Messias Glorioso?
Sua vitória não será manifestada como incomparável? Todos os inimigos destruídos, inclusive a morte. Todo o povo de Deus perfeitamente liberto do sofrimento e da morte para a bem-aventurança da comunhão com o Deus trino ante a Sua face, Jesus, o Cristo. A criação será transformada em um novo mundo, cuja bondade e esplendor causarão o total esquecimento da antiga forma do mundo para sempre.
Todo esse cumprimento de Isaías 65:17-25 será espiritual. A profecia mantém diante de nós, assim como mantinha antes o verdadeiro israelita nos dias de Isaías, uma salvação espiritual; bênçãos espirituais; vida espiritual; e, de fato, um mundo espiritual. Pois o último Adão é espiritual, e nós esperamos viver uma vida espiritual em nossos corpos espirituais em uma criação espiritual (1ª Coríntios 15:42-54).
O segundo cumprimento específico de Isaías 65:17-25 é a vida espiritual em Cristo pela fé de cada filho regenerado de Deus no período entre o Pentecostes e a segunda vinda. Esta é a explicação oficial da profecia de Isaías pelo Apóstolo em 2ª Coríntios 5:17:
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é.”
Ele – o cristão – é uma nova criatura “já”, o que está de acordo com o cumprimento da profecia de Isaías 65:17.
O novo mundo que está chegando com o Dia de Cristo já invade o mundo atual por meio do evangelho no poder do Espírito Santo. Ele penetra no coração de cada filho eleito de Deus. Isso faz dele uma nova criatura. Há em sua vida um começo da libertação do pecado, da tristeza e da morte; há um começo da alegria, da comunhão com Deus, da vida eterna, de Isaías 65:17-25. Tudo isso mostra-se em sua confissão de Cristo e comportamento. Isso traz sobre o cristão a perseguição daqueles que odeiam o Messias e se opõem ao Seu reino, os inimigos do novo mundo.
Este poderoso começo da nova criação na vida do cristão aqui e agora, não é, contudo, levar gradualmente o mundo atual ao ponto culminante do reino de Cristo. Os santos regenerados não realizarão a “era de outro” pós-milenista”.
Visto que nosso corpo físico atual se tornará, no futuro, o corpo espiritual pelo milagre da ressurreição no Dia de Cristo, assim também a presente e lamentável criação se tornará, no futuro, uma criação gloriosa e espiritual pelo milagre da recriação no Dia de Cristo.
“Eis”, diz o Senhor pelo profeta, “que eu crio novos céus e nova terra.”
O homem não pode realizar isto, nem mesmo aquele que for redimido.
Nem mesmo o pós-milenista.

Chegamos ao final da série de estudos sobre o texto de Isaías 65:17-25 pelo ponto de vista amilenista, por David David J. Engelsma.

Traduzido por MAC.

Veja também este artigo original em inglês: http://www.prca.org/articles/amillennialism.html#No11

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Isaías 65:17-25... pedra no sapato de quem? - Parte 3

...continuação.

IMPORTANTE: O texto a seguir é de autoria de David J. Engelsma. Pastor reformado e professor de Antigo Testamento no Protestant Reformed Seminary.

Um cumprimento espiritual da profecia de Isaías 65:17-25.

Interpretar literalmente as profecias do A.T. nos leva e vislumbrar um reino terreno de Cristo, e isso é feito pelos pós-milenistas.
Além disso, uma constante interpretação literal leva ao absurdo. Nem mesmo o mais ardente defensor e praticante de uma interpretação literal de Isaías 65:17-25 pode sustentá-la, como já foi demonstrado anteriormente.
Mas a profecia do A.T da vinda do reino Messiânico não pode ser interpretada dessa forma. Para que isso fosse possível, na melhor das hipóteses, deveríamos considerar tornarmo-nos pré-milenistas dispensacionalistas, focalizando a escatologia na restauração do Israel do A.T. com suas glórias terrenas e, na pior das hipóteses, como Hermam Bavink nos alertou, retornarmos ao judaísmo.
O N.T. nos instrui a interpretar a profecia do A.T. espiritualmente. Através das “figuras” terrenas familiares aos profetas e seus ouvintes, o Espírito Santo predisse as glórias espirituais de Jesus Cristo, Sua Igreja e Sua nova criação. Essas características terrenas – casas, vinhas frutíferas, o trabalho bem sucedido, dias livres de problemas e sem pranto, viver centenas de anos, Jerusalém – não são e nunca foram a realidade da profecia para o israelita espiritual daquela época. Ele ou ela – os israelitas – viam através dessas características e além delas melhores e superiores perspectivas.
“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” (1ª Coríntios 2:9)
Sobre isso o que podemos entender? Casas, vinhas frutíferas, o trabalho bem sucedido, dias livres de problemas e sem pranto, viver centenas de anos e Jerusalém, são todas as coisas que os olhos viram e ouvidos ouviram, penetrando no coração do homem apenas para que pudesse imaginar. Por isso, essas não são as coisas que Deus preparou para os israelitas espirituais que o amavam.
Aquelas trivialidades terrenas, outrora usadas para representar o reino e a vida celestial, certamente não são a realidade das profecias do A.T. para nós, crentes do N.T., que já começamos a experimentar a vida, as riquezas e a glória do Cristo ressuscitado pelo dom e habitação do Espírito do Pentecostes.
Creio que o pós-milenista realmente não aprecia o absoluto desinteresse com o qual o amilenista trata o “esplêndido” reino terreno do pós-milenismo.
Suponha por um momento que os reconstrucionistas, pela persistência das igrejas e por seus próprios esforços heróicos, em aliança com cristãos de outras denominações, realizam este sonho. O mundo inteiro, incluindo todas as nações, será governado por cristãos e serão cumpridas as expectativas de Kik, Boettner, North, Chilton, Gentry, entre outros.
Porém, nós amilenistas não vamos pular de alegria. Por que deveríamos? Ora, ainda haverá morte neste mundo. Cedo ou tarde, ainda vamos ter que sentir a amarga angústia da separação da esposa amada, dos filhos, pais e amigos. Que diferença faz passar por essa tristeza depois de quinhentos anos, e não depois de cinqüenta anos? Na verdade, a dor depois de quinhentos anos deve ser pior que a dor após cinqüenta anos.
O pecado ainda existirá no reino pós-milenial. Todo dia nós teremos consciência da nossa miserável culpa e vergonha, que é o pior sofrimento de todos. Todo dia teremos que lutar interiormente contra o pecado que arrancará de nós o gemido: “Oh, miserável homem que sou”. Que diferença pode fazer Gary North sentado no trono do mundo e Kenneth Gentry Jr. no comando das rádios, televisão, filmes e internet?
Haverá hordas de ímpios neste reino pós-milenial e até mesmo o mais otimista pós-milenista tem que admitir isso, mas eles vão esconder essa informação. Exteriormente, eles estarão em conformidade com a lei de Deus, particularmente as regulamentações civis do A.T., seja pelo desejo egoísta de desfrutar da prosperidade material ou por medo de uma vingança por parte dos “cristãos” reconstrucionistas. Mas em seus corações eles vão odiar a Deus. Eles vão ser interiormente rebeldes contra Cristo. No final do milênio eles se levantarão contra o Senhor (Ap. 20:7-9).
Isto é uma ofensa ao amilenismo. Ora, Se houvesse ao menos um inimigo de Cristo no reino, isso O afligiria, pois haveria no reino messiânico um desprezo pelos mandamentos de Deus, pelo menos nos corações e mentes dos ímpios. E, como o saltério diz: “porque os teus estatutos são desprezados, com imensa tristeza e choro.
Não haverá visão alguma de Deus na face de Jesus Cristo neste reino pós-milenista, a não ser por um olhar deturpado.
Somente por estas razões, nós amilenistas não estaríamos entusiasmados com este reino reconstrucionista. Na verdade, estaríamos gemendo, como fazemos hoje, esperando pela redenção do nosso corpo (Rm 8:23). Nós estaríamos chorando noite e dia pela vingança divina de Cristo sobre seus inimigos (Lucas 18:1-8). Nós estaríamos orando com fervor: “Senhor, ponha um fim neste negócio pós-milenista o mais rápido possível, e venha depressa.”
O que é ainda mais angustiante para o amilenista é que este reino pós-milenial pretende ser a forma final e culminante do reino Messiânico. De acordo com os pós-milenistas em geral e os reconstrucionistas em particular, com o fim do milênio o reino de Cristo chega ao seu fim. Segundo eles, a eternidade que se segue não será o reino Messiânico, mas somente o reino vazio de Deus.
É isto o que eles pensam do reino de Cristo! Que este reinado terrestre por meio da igreja, cheio de pecado, morte, e os réprobos não regenerados que odeiam e amaldiçoam a Cristo de manhã, de tarde e de noite, é o clímax e a conclusão do reino do Senhor.
Eis aí uma triste derrota!
Se este é o reino Messiânico em toda a sua grandeza, então Cristo está destinado a ser apresentado publicamente como um nobre fracassado.
Os reconstrucionistas nunca se cansam de se referirem aos amilenistas como pessimistas. Eles não hesitam em acusar a igreja em toda a história de ser responsável pelo fracasso de implementar o reino milenial.
Ora, é sobre pessimismo que eles querem falar?
Pois bem. É o reino terrestre pós-milenista – com o pecado, a morte e os ímpios – o melhor que Cristo pode fazer como rei?
Para o amilenista, por ventura, Cristo é uma falha desculpável?
Eu não acredito nem por um momento. O amilenista tem ótimas defesas contra essa indecorosa noção pós-milenista.
O sonho pós-milenial não é o reino Messiânico, muito menos o ápice e o fim disto.
Tampouco seja isto a profecia de Isaías 65:17-25, como nós iremos ver.

continua...

Traduzido por MAC.

Veja também este artigo original em inglês: http://www.prca.org/articles/amillennialism.html#No10

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Isaías 65:17-25... pedra no sapato de quem? - Parte 2

...continuação.

IMPORTANTE: O texto a seguir é de autoria de David J. Engelsma. Pastor reformado e professor de Antigo Testamento no Protestant Reformed Seminary.

O pós-milenismo – no que diz respeito ao ensino das últimas coisas, sobretudo a vitória terrena da igreja e o início de uma era de ouro na história futura – embasa sua teoria na profecia do Antigo Testamento, mas, decisivamente, não na doutrina do Novo Testamento sobre os dias que conduzem à vinda de Cristo.
Segundo ele (o pós-milenismo), a profecia do A.T. prevê uma perspectiva gloriosa para Judá e Jerusalém. Uma dessas passagens é Isaías 65:17-25. Nela, Deus cria novos céus e nova terra (v. 17). Neste mundo novo, Jerusalém e os seus cidadãos se regozijarão (v 18). Não haverá quem morra jovem e os velhos pecadores serão amaldiçoados (v. 20). Os habitantes de Jerusalém viverão produtiva, rentável e pacificamente, livre da decepção, oposição e dificuldade. Construirão casas e viverão nelas, plantarão vinhas e comerão do seu fruto; viverão uma vida sem lágrimas (vs 19-23). Esta vai ser a alegria deste novo mundo em que até mesmo os animais vão viver em paz:
“O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos...” (v. 25).
De acordo com o pós-milenista reconstrucionista Gary North, isso prova que, quanto mais a igreja trabalha de forma agressiva para “dominar” as nações e a cultura, tão logo haverá um longo período de vitória terrena, prosperidade e paz na terra para os santos antes da segunda vinda de Cristo. Este será o reino messiânico de Jesus em sua glória final. North comenta:
“A passagem de Isaías 65 profetiza o começo de uma nova era na terra antes do julgamento final (uma vez que o pecado ainda estará presente) em que haverá grandes bênçãos materiais, incluindo a possibilidade de viver por um longo tempo (Prefácio, em Kenneth L. Gentry Jr., He Shall Have Dominion, Institute for Christian Economics, 1992, p. xxvii, para uma explicação mais extensa dessa passagem, por North em agosto de 1996, p. 439, 440).
Para o pós-milenista, a passagem de Isaías 65 não é apenas uma das muitas profecias do Antigo Testamento que prevêem um futuro glorioso de poder terreno e de paz para a Igreja na história, mas é também a passagem que apóia a posição pós-milenista contra o amilenismo. Segundo North, é...
..."uma passagem mais do que qualquer outra na Bíblia, que refuta categoricamente o amilenismo" (He Shall Have Dominion, p. xxviii).
O erro de uma interpretação literal da profecia.

A interpretação pós-milenista da passagem é falha. O erro é evidente e grave. O deslize está em interpretar a profecia do A.T. de forma literal, de modo que o seu cumprimento passa a ser terreno, e não espiritual.
North livremente reconhece que sua interpretação da passagem em questão é literal. Ele se orgulha disso como se fosse uma virtude, e se empenha na luta contra a interpretação espiritual amilenista, tratando-a como uma falha. Ele diz:
“um pós-milenista pode interpretar essa passagem literalmente: uma era vindoura de vastas bênçãos no milênio antes do retorno de Jesus no julgamento final. O mesmo pode fazer um pré-milenista... mas o amilenista não pode admitir a possibilidade de que tal era seja literal, tanto quanto admitir uma cultura grandemente abençoada na história. Sua escatologia nega qualquer literalismo, assim como o triunfo do cristianismo. Portanto, ele tem que espiritualizar ou 'alegorizar' esta passagem (He Shall Have Dominion, p. xxviii).
Ora, comparar a interpretação espiritual da profecia do A.T. com “alegorização”, ou é ignorância, ou é malícia. Ambos são imperdoáveis para quem afirma ser um defensor da fé reformada. Mas o nosso interesse é atraído para essa alarmante admissão pós-milenista de uma interpretação literal da profecia do A.T.
Será que ele não sabe que essa insistência em uma interpretação literal das profecias do A.T. faz com que o pós-milenista reconstrucionista rompa com toda a tradição reformada? Comentando sobre essa passagem em discussão (Isaías 65:17-25), João Calvino escreveu:
“Agora os profetas esperam aquelas coisas relacionadas com a vida presente, e emprestam metáforas delas; mas isto é uma orientação ensinada por eles para subirmos mais alto e abraçar a abençoada vida eterna. Não devemos fixar nossa atenção em bênçãos passageiras, mas devemos fazer uso delas como uma escada, que, sendo elevada até o céu, podemos desfrutar de bênçãos eternas e imortais (Comentário sobre o livro do profeta Isaías, vol. 4, Eerdmans , 1956, p. 401).
Expressando, não uma particularidade reformada holandesa, mas o consenso protestante, o grande teólogo holandês e reformado Herman Bavinck escreveu:
“E este reino (do Messias) é esboçado pelos profetas em tons e cores, com figuras e formas, que foram todas derivadas das circunstâncias históricas em que viveram ... Mas naquelas sensíveis formas terrenas a profecia coloca um conteúdo eterno... Pinturas proféticas para nós, mas uma única imagem do futuro. Ou esta imagem deve ser tomada literalmente como ela se apresenta (causando uma ruptura com o cristianismo e levando a um enganoso retorno para o Judaísmo), ou ela exige uma interpretação muito diferente do que a tentada pelo chiliasmo (milenismo).”
Esta "muito diferente" e correta interpretação das profecias do Velho Testamento é, continua Bavinck, "simbólica" e "espiritual" (The Last Things, Baker, 1996, pp.90-98).
Gary North não sabe que a questão da interpretação literal ou espiritual da profecia do A.T. é o ponto básico entre o pré-milenismo dispensacionalista que contradiz a fé reformada – com sua teoria do "arrebatamento" – e a reformada teologia da aliança?
Os pós-milenistas não vêem que os Espírito de Cristo falando no N.T. nós dá uma simbólica e espiritual interpretação da profecia do A.T.? A “reconstrução” do tabernáculo de Davi não é cumprida na restauração do domínio terrestre exercido por sua linhagem real, mas na salvação espiritual dos gentios (comparar Amós 9:11 com Atos 15:16-19).
Ainda, Deus os chama de “meu povo”. A expressão “que não era Meu povo” não é referência ao Israel terrestre como o literalista espera, mas a igreja espiritual formada por judeus e gentios (comparar Oséias 1 e 2 com Romanos 9:24-26).
O novo templo de Ezequiel não é uma construção física que ainda será erguida na cidade de Jerusalém, mas o corpo espiritual de Jesus Cristo (comparar Ezequiel 40-48 com João 2:18-22 e I Pedro . 2:1-10).
Bavinck, de maneira não muito severa, disse que, interpretar literalmente as profecias do A.T. é o mesmo que...
...“romper com o cristianismo e retornar ao judaísmo.”
O reconstrucionista com sua declarada interpretação literalista da profecia do A.T., sua imposição das leis civis – que regulavam a nação de Israel – aos cristãos do N.T. (se não para os dias atuais, então com a vinda do milênio), e sua vontade de impor cerimônias, como as leis dietéticas dos judeus e os trajes dos sacerdotes judeus sobre a igreja da nova dispensação, sucumbiu a este perigo mortal.
Comumente o pós-milenismo flerta com esta terrível heresia por causa da sua identificação do reino messiânico com um reino terreno de domínio físico, prosperidade material e paz mundial. Esta foi, e é, a esperança dos judeus (cf. João 6). O motivo é uma interpretação literal das profecias do A.T.

A impossibilidade de uma interpretação literal.

Seja qual for o significado de Isaías 65:17-25, ela não é uma profecia de melhoria da presente forma da criação, como por exemplo, melhores casas, campos e condições de trabalho, extensão da vida física em centenas de anos e diminuição dos problemas do mundo.
O cumprimento de Isaías 65:17-25 não é terreno.
A profecia não pode ser interpretada literalmente. O N.T. ensina que toda profecia é cumprida espiritualmente em Jesus Cristo. Seu evangelho e Sua Igreja não ensinam este literalismo.
Decididamente a passagem de Isaías 65 não pode ser interpretada literalmente, e Gary North erra ao fazê-lo. Caso contrário, significa que a Jerusalém literal e terrena do A.T. juntamente com os judeus, vão ser o principal deleite de Deus na vinda do reino messiânico (v. 18).
Interpretada literalmente, a passagem ensina que em nenhum lugar alguém irá chorar na “era de ouro”: não chorará a mãe que dá a luz, a criança que é castigada pelo pai, o pecador arrependido, pessoas no velório de um ente querido, etc. Porque:
“...nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.” (v. 19).
Além disso, uma interpretação literal exige que antes da segunda vinda de Cristo, antes da renovação radical de todas as coisas, o lobo feroz será amigável com o cordeiro e que os leões pastarão (v. 25).
Assim, os reconstrucionistas são muito otimistas, como eles mesmos costumam dizer. Mas mesmo o mais otimista deles realmente espera que esta mudança radical no mundo animal antes da segunda vinda de Cristo aconteça? As rãs deixarão de comer insetos? Aranhas não apanharão mais as moscas? Visto que os cordeiros estarão a salvo dos lobos e os bois dos leões, eles também irão estar a salvo dos cristãos? Vamos todos nos tornar vegetarianos no milênio? Pois isso é exigido por uma interpretação literal.
North, Gentry, e seus companheiros não podem explicar literalmente as gloriosas palavras da abertura desta importante profecia:
“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra” (v. 17).
Interpretar literalmente, como diz North, não é falar vagamente de uma...
...“transformação fundamental da forma como funciona atualmente o nosso mundo”.
Mas Isaías não profetiza isso. Ele profetizou um “novo” mundo. Essa será a novidade, disse o profeta, que será radicalmente diferente do mundo atual. Será um novo mundo distinto do mundo “antigo”.
Este mundo novo não surgirá por uma transformação gradual, muito menos por uma transformação “advinda de uma mudança ética de uma grande parcela da humanidade”, como explica North. Em linguagem simples, o novo mundo de Isaías 65 não virá a existir pelos esforços da Igreja em dominar a cultura, nem como resultado da obediência dos homens à lei.
Mas Deus “criará” um novo mundo. A palavra em hebraico é bârâ’, que descreve a ação exclusivamente divina de chamar à existência as coisas que não são como se fossem. Por um milagre do poder, sabedoria e bondade de Deus, comparável e superando a maravilha da criação original dos céus e da terra, um novo mundo irá substituir o antigo. Esta maravilha será um ato de pura graça, não algo que os santos mereçam por manter a lei.
A interpretação de North não faz justiça ao claro sentido do pensamento principal desta importante profecia, e explicá-la literalmente muito menos.
Isaías 65:17-25 não fala sobre o mundo atual, Jerusalém, judeus, vida longa e livre de problemas, belas casas, boas fazendas, abundância de recursos, momentos felizes e lobos mansos.
Trata-se de Jesus Cristo, Sua Igreja, salvação, vida eterna e um novo e diferente mundo.
Trata-se do Cristo espiritual, de um povo espiritual, da salvação espiritual, bênçãos espirituais, vida espiritual e um mundo espiritual.
Se a profecia não é sobre isso, então os judeus podem ficar com ela.
O cristão não está interessado.

continua...

Traduzido por MAC.

Veja também este artigo original em inglês: http://www.prca.org/articles/amillennialism.html#No9
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